Entulho

Distinguindo o trágico do supérfluo

Archive for the ‘Economia’ Category

Medida Provisória reduz impostos para petroleiras estrangeiras

Posted by iscariotes em 6 de dezembro de 2017

Fonte: Clube de Engenharia

A Câmara dos Deputados aprovou, em 29 de novembro último, o texto-base da Medida Provisória (MP) 795/2017, encaminhada pelo Governo Federal, que estabelece redução de impostos, até 2040, das empresas petrolíferas estrangeiras que atuam na exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás no Brasil. Por 208 votos a 184, a medida agora segue para o Senado Federal e, se aprovada, será promulgada e convertida em lei.

A MP entrou em vigor em agosto, quando foi assinada pelo presidente Michel Temer, mas precisa ser aprovada pelo Congresso até 15 de dezembro para não caducar. Originalmente, o texto estabelecia o regime tributário especial até 2022, mas o relator da matéria na Câmara, deputado Julio Lopes (PP-RJ), estendeu o benefício até 2040. O texto estabelece isenção do Imposto de Importação (II), do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e das respectivas contribuições para o Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP), e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS).

Trata-se de mais uma medida que contribui para o esfacelamento da engenharia brasileira e da indústria aqui instalada, a exemplo da retirada da obrigatoriedade da participação da PETROBRÁS na exploração do pré-sal e  do abandono da política de conteúdo local. Em 25 de outubro, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional, formada por deputados e senadores de diferentes partidos e lançada no Clube de Engenharia em 2 de outubro, divulgou manifesto em que critica a MP: “Atingiu-se o ápice da pirataria institucional com a tentativa de compra das petroleiras estrangeiras de uma legislação para não pagar impostos, ou pagar o mínimo deles, na exploração do pré-sal. Lembremos que o pré-sal, quando descoberto e confirmado, era visto como fantástico instrumento de redenção econômica para o Brasil”, dizia o documento.

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) também criticou a MP. Para ela, os bens de capital usados na exploração e produção de petróleo que possuam similar nacional, devem ter importação taxada. Esse é o meio de assegurar proteção ao desenvolvimento e aos empregos da indústria aqui instalada.

Isenções poderiam chegar a R$1 trilhão

Em estudo técnico, a Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados calcula que a redução de receita tributária em Imposto de Renda (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) poderá ser superior a 1 trilhão de reais nos campos do pré-sal. Além disso, ao contrário das práticas internacionais, a MP incentiva a importação de bens de alto valor agregado, em detrimento dos fornecedores locais. “Em suma, a exploração e produção petrolífera no Brasil, especialmente nos campos da extraordinária província do pré-sal, caminham para uma situação de baixíssima participação governamental e para baixíssimos índices de conteúdo local com a edição da MP”, diz o texto.

Soberania nacional 

Em momento de grave crise na engenharia nacional, o incentivo  a petroleiras estrangeiras é notícia de destaque na imprensa internacional. O jornal inglês The Guardian noticiou que o ministro de Comércio do Reino Unido, Greg Hands, viajou ao Brasil em março para fazer lobby a favor da redução de impostos para petroleiras que atuam no país. Na ocasião, o ministro se encontrou com Paulo Pedrosa, secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia. Telegrama oficial, segundo o The Guardian, informa que gigantes estrangeiras do setor de petróleo e gás, como a BP, Premier Oil e Shell, pressionaram o governo britânico em prol do lobby por redução de impostos no Brasil, deixando evidente o ataque à nossa soberania.

Em http://www.portalclubedeengenharia.org.br/info/medida-provisoria-reduz-impostos-para-petroleiras-estrangeiras

Anúncios

Posted in Brasil, Economia, Política | Leave a Comment »

This is the proof that the 1% have been running the show for 800 years

Posted by iscariotes em 17 de maio de 2017

Fonte: Quartz

A family’s status in society can persist for eight centuries or more, according to a new study by two economists using the educational status and surnames in England between 1170 and 2012. That’s 28 whole generations.

Surnames were first adopted by the upper classes in England, mainly the Norman, Breton, and Flemish conquerors of England in 1066, usually from their estates in Normandy and recorded in the Domesday Book of 1086, the nation’s oldest surviving public record and effectively, the first census conducted. Many of these surnames persist: Baskerville, Darcy, Montgomery, Neville, Percy, and Talbot. Many of these have persisted at the very top of society for generations.

Attendance at Oxford or Cambridge has an even stronger correlation. Just consider some of the barriers to entry, such as the fact that Oxbridge (as the two universities are known in Britain) had its own special entrance exams until 1986, and until 1940, the exams for Oxford included a test in Latin. And this despite the fact that attendance to all British universities was free until 1986. “Social status is more strongly inherited even than height,” writes Gregory Clark of the University of California, Davis and Neil Cummins of the London School of Economics. “This correlation is unchanged over centuries. Social mobility in England in 2012 was little greater than in preindustrial times.”

And before 1902, there was little public support for university education in England. Most scholarships went to students from the elite secondary schools to help them excel in the scholarship exams, not because they were poor and talented. The scientists expected that the expansion of state support in the 60 years to the 1980s for secondary and college education would stem the tide of the same names appearing. “There is no evidence of this,” they said. “The earlier surname elite persisted just as tenaciously after 1950 as before.”

In fact, all the social and economic changes we take for granted haven’t made a lick of difference to the correlation between elite and best-educated surnames and social status. “Even more remarkable is the lack of a sign of any decline in status persistence across major institutional changes, such as the Industrial Revolution of the eighteenth century, the spread of universal schooling in the late nineteenth century, or the rise of the social democratic state in the twentieth century,” they said.

This study is not the first to show how entrenched wealth has become. Quartz has written on how the bottom 90% of US families are no wealthier than in 1986 and Thomas Piketty’s examination of capitalism met with rapturous reviews. But Cummins and Clark’s work does show how far it goes.

Em https://qz.com/301150/this-is-the-proof-that-the-1-have-been-running-the-show-for-800-years/

 

Posted in Economia, História, Mundo, Política | Leave a Comment »

Moeda chinesa passa a integrar cesta de elite do FMI

Posted by iscariotes em 2 de outubro de 2016

Fonte: Reuters

O iuan chinês passou a integrar neste sábado uma cesta de moedas de reserva do Fundo Monetário Internacional (FMI), um marco para a campanha de Pequim na busca pelo reconhecimento do poder econômico da China.

A moeda chinesa se junta ao dólar, ao euro, ao iene e à libra esterlina na cesta dos direitos especiais de saque (SDR, na sigla em inglês) do FMI, que determina as moedas que os países podem receber como empréstimo do fundo.

O evento que marca a primeira adição de moeda na cesta desde o lançamento do euro, em 1999.

O iuan, também conhecido como renminbi, ou “moeda do povo”, foi adicionado à cesta do FMI no mesmo dia em que o Partido Comunista comemora a fundação da República Popular da China, em 1949.

“A inclusão na SDR é um marco na internacionalização do renminbi e é uma confirmação do sucesso do desenvolvimento econômico da China e resultado de uma reforma e abertura do setor financeiro”, disse o Banco Popular da China um comunicado.

Em http://br.reuters.com/article/topNews/idBRKCN1213MO

Posted in Economia, História, Mundo, Política | Leave a Comment »

Maconha legalizada movimentou US$ 5,4 bilhões nos EUA

Posted by iscariotes em 11 de setembro de 2016

Fonte: SuperinteressanteMaconha

Muito se discute sobre a legalização da maconha no Brasil e no mundo, e um novo argumento acaba de chegar às mesas de bar: agora é comprovado que, pelo menos nos Estados Unidos, a regulamentação da produção e do comércio da cannabis e seus derivados se mostrou um negócio extremamente lucrativo, na casa dos bilhões de dólares.

De acordo com a New Frontier e a Arc View Group, empresas especializadas em coletar dados relacionados à maconha, durante o ano de 2015 a cannabis legalizada gerou uma movimentação de 5,4 bilhões de dólares (R$ 21 bilhões). O número representa um aumento de 800 milhões de dólares, em comparação com os 4,6 bilhões registrados em 2014.

O lucro não vem só da venda da planta em si, mas de todos os derivados e dos acessórios relacionados ao consumo e produção. Wall Street recebe cada vez mais novos investidores e empresas interessadas em agir dentro do campo de negócios abrangido pela maconha.

Acredita-se que com o passar do tempo mais investidores apostem nesse mercado. “Ainda existe um certo estigma em torno do assunto”, contou ao New York Times Brandy There, cofundador de uma empresa que cria produtos para cultivo da cannabis, a Surna.

Se a tendência se mantiver, 2016 será um bom ano para o mercado da erva. Os responsáveis pela pesquisa dizem que, durante esse ano, 6,7 bilhões de dólares (R$ 26 bilhões) serão movimentados pela maconha legalizada.

Em http://super.abril.com.br/comportamento/maconha-legalizada-movimentou-us-54-bilhoes-nos-eua

Posted in Economia, História, Mundo | Leave a Comment »

US and Britain wrangled over Iraq’s oil in aftermath of war, Chilcot shows

Posted by iscariotes em 18 de julho de 2016

Fonte: The Guardian

The US and British governments fought bitterly over control of Iraq’s oil following the toppling of Saddam Hussein, the Chilcot papers show. Tony Blair seemed more concerned than the Americans about any invasion being seen by critics as a war for oil, telling them it would be very damaging if the two countries were seen to “grab Iraq’s oil”.

But Sir David Manning, foreign policy adviser to Tony Blair, told Condoleezza Rice, the US national security adviser, in Washington on 9 December 2002 that Britain still wanted more of the spoils.

“It would be inappropriate for HMG [Her Majesty’s government] to enter into discussions about any future carve-up of the Iraqi oil industry,” he said. “Nonetheless it is essential that our [British] companies are given access to a level playing field in this and other sectors.”

UK government officials called in a team from BP for a briefing about the prospects for the Iraq energy sector on 23 January 2003, two months before the invasion, which ended in May.

Later that year, the British oil company started a technical review of the Rumaila field, the second largest in the world. By 2009 BP had won a service contract to raise production on the field, which has 20bn barrels of recoverable oil.

Edward Chaplin, the British ambassador in occupied Iraq, talked of raising “BP and Shell’s interests” when he held discussions with Iraq’s interim prime minister, Ayad Allawi, on 13 December 2004.

Blair had told the US president, George W Bush, at a meeting mid-invasion on 31 March 2003, that a clearer picture was needed of the shape of a post-Saddam Iraq to “sketch out a political and economic future and dispel the myth that we were out to grab Iraq’s oil”.

Yet a civil service briefing note in the same year for Geoff Hoon – then the UK defence secretary – before talks with his US counterpart, Donald Rumsfeld, discusses the need for “Level playing field: big contracts to rebuild Iraq. Putting UK lives on line. Expect level playing field for UK business in oil and other areas.”

Sir Jeremy Greenstock, UK ambassador to the United Nations, identified budgeting and oil as the two clearest examples of issues on which the UK was not consulted by the US-run coalition provisional authority put in to run Iraq.

“We did not see anything whatsoever in the oil sector; they [the CPA] kept that very closely American, because they wanted to run the oil sector,” he told the Chilcot inquiry, and was quoted in the final report.

Meanwhile, a note between two British civil servants on 6 September 2004, headed “Energy strategy for Iraq”, highlighted that the UK was to take advantage of Iraq, which has some of the world’s largest oil reserves. It said: “Iraq’s energy sector development to be complemented by the increasing involvement of UK firms, leading to sustained investment over the next five to 10 years and substantial business for the UK.”

BP declined to comment.

Em https://www.theguardian.com/uk-news/2016/jul/07/us-and-britain-wrangled-over-iraqs-oil-in-aftermath-of-war-chilcot-shows

 

Posted in Economia, Mundo, Política | Leave a Comment »

The Untold Story Behind Saudi Arabia’s 41-Year U.S. Debt Secret

Posted by iscariotes em 3 de junho de 2016

Fonte: Bloomberg

Failure was not an option.

It was July 1974. A steady predawn drizzle had given way to overcast skies when William Simon, newly appointed U.S. Treasury secretary, and his deputy, Gerry Parsky, stepped onto an 8 a.m. flight from Andrews Air Force Base. On board, the mood was tense. That year, the oil crisis had hit home. An embargo by OPEC’s Arab nations—payback for U.S. military aid to the Israelis during the Yom Kippur War—quadrupled oil prices. Inflation soared, the stock market crashed, and the U.S. economy was in a tailspin.

Officially, Simon’s two-week trip was billed as a tour of economic diplomacy across Europe and the Middle East, full of the customary meet-and-greets and evening banquets. But the real mission, kept in strict confidence within President Richard Nixon’s inner circle, would take place during a four-day layover in the coastal city of Jeddah, Saudi Arabia.

The goal: neutralize crude oil as an economic weapon and find a way to persuade a hostile kingdom to finance America’s widening deficit with its newfound petrodollar wealth. And according to Parsky, Nixon made clear there was simply no coming back empty-handed. Failure would not only jeopardize America’s financial health but could also give the Soviet Union an opening to make further inroads into the Arab world.

It “wasn’t a question of whether it could be done or it couldn’t be done,” said Parsky, 73, one of the few officials with Simon during the Saudi talks.

At first blush, Simon, who had just done a stint as Nixon’s energy czar, seemed ill-suited for such delicate diplomacy. Before being tapped by Nixon, the chain-smoking New Jersey native ran the vaunted Treasuries desk at Salomon Brothers. To career bureaucrats, the brash Wall Street bond trader—who once compared himself to Genghis Khan—had a temper and an outsize ego that was painfully out of step in Washington. Just a week before setting foot in Saudi Arabia, Simon publicly lambasted the Shah of Iran, a close regional ally at the time, calling him a “nut.”

But Simon, better than anyone else, understood the appeal of U.S. government debt and how to sell the Saudis on the idea that America was the safest place to park their petrodollars. With that knowledge, the administration hatched an unprecedented do-or-die plan that would come to influence just about every aspect of U.S.-Saudi relations over the next four decades (Simon died in 2000 at the age of 72).

The basic framework was strikingly simple. The U.S. would buy oil from Saudi Arabia and provide the kingdom military aid and equipment. In return, the Saudis would plow billions of their petrodollar revenue back into Treasuries and finance America’s spending.

It took several discreet follow-up meetings to iron out all the details, Parsky said. But at the end of months of negotiations, there remained one small, yet crucial, catch: King Faisal bin Abdulaziz Al Saud demanded the country’s Treasury purchases stay “strictly secret,” according to a diplomatic cable obtained by Bloomberg from the National Archives database.

With a handful of Treasury and Federal Reserve officials, the secret was kept for more than four decades—until now. In response to a Freedom-of-Information-Act request submitted by Bloomberg News, the Treasury broke out Saudi Arabia’s holdings for the first time this month after “concluding that it was consistent with transparency and the law to disclose the data,” according to spokeswoman Whitney Smith. The $117 billion trove makes the kingdom one of America’s largest foreign creditors.

Yet in many ways, the information has raised more questions than it has answered. A former Treasury official, who specialized in central bank reserves and asked not to be identified, says the official figure vastly understates Saudi Arabia’s investments in U.S. government debt, which may be double or more.

The current tally represents just 20 percent of its $587 billion of foreign reserves, well below the two-thirds that central banks typically keep in dollar assets. Some analysts speculate the kingdom may be masking its U.S. debt holdings by accumulating Treasuries through offshore financial centers, which show up in the data of other countries.

Em http://www.bloomberg.com/news/features/2016-05-30/the-untold-story-behind-saudi-arabia-s-41-year-u-s-debt-secret

Posted in Economia, História, Mundo, Política | Leave a Comment »

Goldman Sachs confirms $1.6B investment in Uber

Posted by iscariotes em 29 de janeiro de 2016

Fonte: Venture Beat

Uber is still raising money, it turns out, with a new $1.6 billion in convertible debt from Goldman Sachs.

In December, transportation company Uber announced it had raised $1.2 billion in new funding to help it expand in Asia, and now it’s raised more than the same amount from Goldman Sachs’s private wealth management clients, a spokesperson from the investment bank has confirmed to VentureBeat. Uber is also said to be in talks to raise a separate $600 million from hedge funds to add to its round from December.

At the time of its last funding round, Uber’s valuation hit $40 billion, and it brought its total funding to $2.7 billion. SEC filings at the time showed that Uber was looking to raise up to $1.8 billion — an additional capacity its current talks with hedge funds would finally fill.

Uber has recently faced a battery of criticism over privacy violations, drivers assaulting passengers, and invasive statements made by one its executives.

Uber was founded in 2009 by Travis Kalanick and Garrett Camp, and is headquartered in San Francisco.

Link: http://venturebeat.com/2015/01/21/goldman-sachs-confirms-1-6b-investment-in-uber/

Posted in Economia | Leave a Comment »

Shell, With $70B Deal For BG Group, Becomes World LNG Giant

Posted by iscariotes em 29 de novembro de 2015

Fonte: Forbes

So this is how the consolidation starts. Royal Dutch Shell is making a smart move in its $70 billion acquisition of BG Group . The deal will gain Shell access to the most exciting deepwater oil projects in the world, in Brazil. While adding in BG Group’s fast-growing liquefied natural gas business will soon make Shell the undisputed world leader in LNG. The combination will set Shell on the path to unseat Exxon Mobil XOM +0.31%as the world’s biggest oil company — at least until the next big acquisition is revealed.

“We have been scanning quite a few opportunities, with BG always being at the top of the list of the prospects to combine with,” said Shell CEO Ben van Beurden on a conference call this morning. “We have two very strong portfolios combining globally in deep water and integrated gas.”

Shell is arguably the most global of the global oil supermajors, its strengths best utilized in managing large scale megaprojects. This deal for BG’s collection of far-flung assets in Australia, East Africa, Brazil, Egypt and Tanzania reemphasizes that.

This deal is also what analysts at Tudor, Pickering & Holt describe this morning as “a conscious decision to de-emphasize U.S. shale and to stick to its strengths” in LNG and deepwater. Shell tried and failed in recent years to make a go of it in the booming shale plays of the United States, where being cheap and nimble matters. For much of the last two years Shell even lost money on its onshore U.S. business, and recently exited big acreage positions in the Eagle Ford and Haynesville. (See: “What The Hell, Shell?” for more.)

Though Shell has effectively thrown up its hands and given up on U.S. shale, with this one deal the company could solve some of its more lingering problems.

First off, it will fix its declining reserves problem by adding 4 billion barrels of proved oil and natural gas, an increase of about 25%. Bernstein Research analyst Oswald Clint pointed out in a note today that Shell had been paying the most among the majors to replace its reserves.

Second, Shell will solve its growth problem. BG is currently producing more than 600,000 barrels per day of oil and natural gas equivalents. With big LNG projects coming on line in Australia and elsewhere, and with development underway in Brazil, that output will likely grow to 800,000 bpd in 2016 and more than 1 million bpd by 2020. What’s more, much of that growth will come not from gas, but from higher-value Brazilian crude oil.

Em https://www.forbes.com/sites/christopherhelman/2015/04/08/shell-with-70b-deal-for-bg-group-becomes-world-lng-giant/#3539fa82c637

Posted in Economia, Mundo | Leave a Comment »

500 empresas devem R$ 392 bilhões à União; mineradora Vale lidera o ranking

Posted by iscariotes em 16 de novembro de 2015

Fonte: Brasil de Fato

Por Márcio Zonta e José Coutinho Júnior,
Da Redação

O Ministério da Fazenda divulgou uma lista com as 500 empresas que mais devem à União. Juntas, as dívidas somadas chegam a mais de R$ 392 bilhões. Caso 17% desse valor voltasse aos cofres públicos de uma vez, já alcançaria os R$ 66 bilhões da meta do ajuste fiscal deste ano, que vem cortando investimentos de diversas áreas sociais, como saúde e educação. Além disso, o rombo nas contas públicas de 2014, que é de R$ 32,5 bilhões, também poderia ser compensado com parte do montante das dívidas.

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informou, por meio de nota, que a divulgação da lista faz parte da gestão do ministro da Fazenda Joaquim Levy de “promover um incremento da recuperação de créditos inscritos em Dívida Ativa da União, na busca pela justiça fiscal”, e que “o objetivo é dar a máxima transparência aos dados da Dívida Ativa da União”.

Achilles Frias, procurador da Fazenda e presidente do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda (Sinprofaz), afirma que a quantidade de dívida de todas as pessoas jurídicas para com a União ultrapassa a casa do R$1,5 trilhão. “Temos 3,5 milhões de devedores grandes. Desses, 18 mil respondem por 2/3 de toda dívida, e desses, as 500 empresas divulgadas respondem por 40%”.

Além de ações judiciais que visam travar a cobrança das dívidas, o procurador denuncia que muitas empresas declaram as dívidas para não cometerem ilícitos, mas não pagam, esperando para utilizar o Programa de Recuperação Fiscal (Refis), que alivia multas, juros e outros encargos. “As empresas preferem não pagar para fazer o parcelamento mais tarde. É melhor que pegar dinheiro no banco, e elas usam dinheiro da União, que deveria ir para programas sociais, para pagar suas dívidas”.

Segundo Achilles, um impasse para que essas dívidas sejam cobradas é que a Procuradoria está sucateada. “A Procuradoria é o único órgão que pode fazer as cobranças dessa dívida, mas não se confere estrutura para isso. Para cada procurador, há 0,7 servidores, então o procurador, além do trabalho jurídico, tem o trabalho burocrático de localizar devedor, procurar bens. O sistema de dados também está ultrapassado. Se o governo investisse na Procuradoria, e ela fosse atrás desses 18 mil devedores, o ajuste fiscal, que está penalizando a economia e o cidadão, seria desnecessário. E é a cobrança dos grandes, de quem deve”.

Primeiro lugar

A mineradora Vale é a maior devedora, com R$ 41,9 bilhões em dívidas. Desta quantia, o pagamento de R$ 32,8 bilhões está suspenso por decisões judiciais. A empresa deve cerca de R$ 17 bilhões a mais do que a segunda devedora da lista, a empresa Carital Brasil LTDA, antiga Parmalat, com R$ 24,9 bilhões de dívidas.

Apesar de dever para a União, a Vale recebe investimentos estatais para continuar operando no país. Estudo da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) aponta que, para minerar na Amazônia, a Vale obteve 70% do valor de R$ 506,96 milhões que foi distribuído para as mineradoras que atuam na Amazônia, via Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), entre 2007 e 2012. Esse montante foi injetado na mineração altamente lucrativa do ferro e cobre nas minas de Carajás.

Segundo o governo do Pará, por consequência da Lei Kandir, criada em 1996 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, a Vale está isenta de pagar tributos às operações relativas à circulação de mercadorias e serviços (ICMS). Isso já subtraiu dos cofres públicos do estado R$ 25 bilhões.

De acordo com o Centro de Educação, Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular (Cepasp), os acionistas da empresa em diversas partes do mundo embolsaram US$ 4,5 bilhões, no ano de 2013. A mineradora ainda aprovou uma segunda parcela de US$ 1,74 bilhão, chamada de remuneração mínima, ao mesmo grupo, paga no fim de 2013, além de um valor adicional de US$ 500 milhões.

“O Estado brasileiro deveria tomar uma atitude mais contundente para com os devedores do próprio Estado, começando pela Vale, ao cobrar a dívida através das ações que a mineradora distribui”, afirma Jarbas Vieira, do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM).

Bancos

Entre os que receberam essas quantias da Vale, está a JP Morgan Chase & Company. O Banco J.P. Morgan S.A. figura na lista de devedores da fazenda em 79º lugar, com dívida de R$ 841 milhões.

Os bancos, setor que tem lucrado muito este ano, mesmo com a crise econômica, também registram dívidas na Receita. Bradesco, Santander e Itaú juntos somam R$ 7,900 bilhões em dívidas.

O lucro do Bradesco no primeiro semestre de 2015 foi acima de R$ 8,7 bilhões; sua dívida com a Receita é a sétima maior da lista, em mais de R$ 4,8 bilhões. Somado com a dívida de R$ 408 milhões da filial Bradesco Financiamentos S.A., em 222º lugar na lista, o banco deve um total de R$ 5,279 bilhões.

O Itaú, por sua vez, teve lucro de R$ 11,7 bilhões, e deve, por conta da Itaucard S.A., braço responsável pela emissão e administração de cartões de crédito, a 44ª maior dívida na lista; R$ 1,35 bilhão.

Já o Santander, que teve lucro de R$ 3,3 bilhões, tem duas dívidas, a do Banco Santander Brasil S.A. está em 69º lugar, com R$ 978 bilhões, e a da Santander Leasing S.A, que é a 353ª maior, com R$ 288 milhões, que totalizam R$ 1,266 bilhão em dívidas.

Confira a lista das 10 empresas mais devedoras (em bilhões)

1 – Vale: R$ 41,9

2 – Carital Brasil Ltda: R$ 24,9

3 – Petrobras: R$ 15,6

4 – Industrias de Papel R Ramenzoni S/A: R$ 9,7

5 – Duagro Adm e Participações: R$ 6,5

6 – Viação Aérea São Paulo (Vasp): 6,2

7 – Banco Bradesco: 4,8

8 – Varig: 4,6

9 – American Virginia Ind e Comércio Exp. De Tabacos Ltda: 4,1

10 – Condor Factoring Fomento Comercial: 4,1

Em http://www.brasildefato.com.br/node/33203

Posted in Brasil, Economia | Leave a Comment »

Segundo estudo, Alemanha ganhou 100 bilhões de euros com crise grega

Posted by iscariotes em 11 de agosto de 2015

Fonte: Jornal do Brasil

A Alemanha, que adotou uma linha dura com a Grécia, lucrou 100 bilhões de euros (US$ 109 bilhões) com a crise do país, de acordo com um novo estudo divulgado nesta segunda-feira.

A soma representa o dinheiro que a Alemanha poupou através de pagamentos com juros mais baixos em fundos do governo tomados emprestados de investidores “portos seguros”, afirmou o estudo.

“Essas poupanças superam os custos da crise — mesmo se a Grécia desse calote em toda sua dívida,” afirmou o Leibniz Institute of Economic Research, uma organização privada sem fins lucrativos em seu relatório.

“A Alemanha se beneficiou nitidamente com a crise grega”. Quando investidores se vêem diante de uma tempestade, é típico eles procurarem um lar seguro para seu dinheiro, e exportaram para a campeã Alemanha que “se beneficiou desproporcionalmente” disso durante a crise da dívida, diz.

“Toda vez que os mercados financeiros se viram diante de notícias negativas na Grécia nos últimos anos, as taxas de juros em títulos do governo alemão se elevaram, e toda vez que havia boas notícias, elas subiram.”

A Alemanha, o fiador de fato da zona do euro, pediu disciplina fiscal e duras reformas econômicas na Grécia em troca de concordar com uma nova ajuda de credores internacionais.

O ministro das Finanças Wolfgang Schaeuble se opôs a uma redução do valor da dívida grega apontando ao orçamento equilibrado de seu próprio governo.

No entanto, o instituto argumentou que o orçamento equilibrado era possível em grande parte somente devido às economias de juros da Alemanha em meio à crise da dívida grega.

Os estimados 100 bilhões de euros que a Alemanha poupou desde 2010 representam mais de 3% do PIB, disse o instituto com sede na cidade de Halle.

Os títulos de outros países — incluindo Estados Unidos, França e a Holanda — também se beneficiaram, mas “em um nível muito menor”.

A parte da Alemanha dos pacotes internacionais de resgate para a Grécia, incluindo um novo empréstimo que está sendo negociado agora, chegou a cerca de 90 bilhões de euros, disse o instituto.

“Mesmo se a Grécia não reembolsar um único centavo, os cofres públicos alemães se beneficiaram financeiramente com a crise,” diz o relatório.

Em http://www.jb.com.br/economia/noticias/2015/08/10/segundo-estudo-alemanha-ganhou-100-bilhoes-de-euros-com-crise-grega/

Posted in Economia, Mundo | Etiquetado: | Leave a Comment »