Entulho

Distinguindo o trágico do supérfluo

Archive for the ‘Comida’ Category

MST assina primeiro contrato de alimento orgânico com prefeitura de São Paulo

Posted by iscariotes em 8 de outubro de 2013

Fonte: MST

Por Luiz Felipe Albuquerque

As crianças das escolas municipais da cidade de São Paulo passam agora a ser beneficiadas com os alimentos produzidos nos assentamentos da Reforma Agrária.

Nesta quinta-feira (3), a prefeitura assinou o primeiro contrato de comércio de alimentos agroecológicos com cooperativas do MST, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Serão entregues 930 toneladas de arroz orgânico produzidos pela Cooperativa dos Trabalhadores dos Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap), do Rio Grande do Sul, ao valor de R$2,4 milhões, beneficiando 1400 famílias da região.

Para Nelson Krupinski, da coordenação da Cootap, essa é mais uma prova das potencialidades da Reforma Agrária, além de também permitir desenvolver ainda mais os assentamentos.

“Essas parcerias permitem criar um cenário e estabelecer metas mais palpáveis de produção. Nos dá segurança de que pode continuar a produção orgânica, desenvolve os assentamentos e fortalece a agricultura familiar”, destaca.

Para o assentado, a satisfação é ainda maior pelo destino que terá todo o esforço da produção das famílias. “São crianças que irão comer esses alimentos sem agrotóxicos, um público que de fato precisa, o que nos dá ainda mais alegria”.

Serão benefiados 260 mil alunos da Educação Infantil da Rede Municipal, sendo que o objetivo é ampliar cada vez mais esse número.

Erika Fisher, do Departamento de Alimentação Escolar da Prefeitura, diz ser fundamental que as crianças tenham uma alimentação saudável, já que isso repercutirá para resto de suas vidas.

No entanto, a maior missão do departamento, de acordo com Erika, é levar a discussão até as salas de aula e debater a cadeia produtiva dos alimentos.

“O que significa consumir da agricultura familiar, quais são os impactos sócio-econômicos nessas famílias, e o que é ter uma alimentação saudável”, exemplifica. “É garantir uma estampa de um novo valor a partir do gênero alimentício consumido”.

Programas como esse possibilita, segundo Nelson, repensar qual o modelo de produção de alimentos que se pretende para o povo brasileiro, e o “Estado tem essa responsabilidade de oferecer alimentos saudáveis à população, ainda mais se tratando de crianças”.

“Isso é a prova de que é possível produzir orgânico, que não é caro, e que não é necessário recorrer ao modelo convencional defendido pelo agronegócio, com enormes utilizações de agrotóxicos”, acredita.

Já estão previstos novos contratos de outros alimentos, como feijão, para serem fechados entre a prefeitura de São Paulo e cooperativas do MST.

Em http://www.mst.org.br/MST-assina-primeiro-contrato-de-comercio-de-alimentos-com-prefeitura-de-Sao-Paulo

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No Brasil, agricultura familiar representa 77% dos empregos no setor agrícola

Posted by iscariotes em 4 de outubro de 2013

Fonte: ONU

Relatório lançado nesta quinta-feira (26) afirmou que a agricultura familiar é uma das principais atividades geradoras de novas fontes de trabalho na América Latina e Caribe. Na América do Sul, a participação da atividade nos empregos agrícolas é significativa, oscilando nos países analisados entre 53% (Argentina) e 77% (Brasil).

Os dados são do resumo executivo do relatório “Perspectivas da Agricultura e do Desenvolvimento Rural nas Américas 2014: uma visão para a América Latina e Caribe”. O documento foi lançado durante o Encontro de Ministros da Agricultura das Américas em Buenos Aires, Argentina, e produzido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Na América Central, a agricultura familiar representa mais de 50% dos empregos no setor agrícola em todos os países, com exceção da Costa Rica (36%). No Panamá representa 71% e em Honduras 77%.

Depois de crescer por dois anos consecutivos (2010-2011), o valor das exportações agrícolas na América Latina e Caribe diminuiu 1,8% em 2012, mas as importações continuaram na tendência crescente mostrada a partir de 2009, com 10% de crescimento no ano passado. A queda do valor em 2012 foi explicada pela redução em 20% das exportações de café – principalmente Brasil e Colômbia – e de oleaginosas, que produzem óleos e gorduras – com queda na Argentina e Paraguai.

De acordo com a secretária executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, apesar da desaceleração agrícola da região em 2013, em 2014 se esperam condições econômicas que possam promover o crescimento econômico e agrícola regional.

“Essas tendências deverão ser sustentadas por políticas voltadas não só para melhorar o desempenho da agricultura comercial, mas também aumentar a inclusão exitosa da agricultura familiar nas cadeias de valor”, disse Bárcena.

A partir de 2014, a produção e as exportações agrícolas na região receberão o impulso da recuperação da demanda global, que por sua vez será incentivada pelo crescimento dos países em desenvolvimento e expansão de sua classe média, sempre e quando não existam os efeitos adversos de condições meteorológicas extremas ou por um dólar mais fraco.

A CEPAL, a FAO e o IICA estimam que na próxima década os preços agrícolas vão cair em termos reais, de modo que devem ser tomadas medidas para aumentar o investimento, a produtividade e a eficiência da agricultura. Dessa forma, o setor pode conseguir enfrentar da melhor maneira os riscos climáticos e econômicos que têm efeitos mais duradouros sobre os preços.

Sobre o Brasil, o documento também observou aumento nas exportações de milho em 2012 – 20 milhões de toneladas, quase o dobro em comparação a 2011. A Argentina exportou pouco mais de 16 milhões no mesmo período, e pela primeira vez foi superada pelo Brasil no envio desse produto.

De acordo com o relatório, o Brasil se manteve como principal exportador de carne de ave na América Latina e Caribe em 2012, ao gerar quase 89% das transações, e é previsto que em 2021 aumente seu domínio para quase 92%. O país também lidera as exportações de carne de porco e bovina – 71,6% e 51,7%, respectivamente.

Em http://www.onu.org.br/no-brasil-agricultura-familiar-representa-77-dos-empregos-no-setor-agricola/?fb_action_ids=10151751109343893&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map={%2210151751109343893%22%3A365984910199969}&action_type_map={%2210151751109343893%22%3A%22og.likes%22}&action_ref_map=[]

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Presidente de Nestlé: «El agua no es un derecho; debería tener un valor de mercado y ser privatizada»

Posted by iscariotes em 23 de abril de 2013

Fonte: Abadia Digital

Peter Brabeck-Letmathe, un empresario austríaco que desde el año 2005 ejerce como presidente del grupo Nestlé, considera que se debería privatizar el suministro de agua para que como sociedad tomáramos consciencia de su importancia y acabásemos con el malbaratamiento que se produce en la actualidad.

Unas palabras las suyas que provocan cierto estupor, máxime si se tiene en cuenta que Nestlé es el líder mundial en la venta de agua embotellada. Un sector éste que le reporta el 8% de sus ingresos totales, que en el 2011 ascendieron hasta los 68.580 millones de euros.

Pero Brabeck ha salido al paso de estas y otras críticas para remarcar que el hecho de que mucha gente tenga la percepción de que el agua es gratuita hace que en demasiadas ocasiones no se le dé el valor que tiene y se malgaste. De ahí que sostenga que los gobiernos deben garantizar que cada persona disponga de 5 litros de agua diaria para beber y otros 25 litros para su higiene personal, pero que el resto del consumo se tendría que gestionar siguiendo criterios empresariales.

A pesar del rechazo que provocan sus postulados, hace tiempo que los defiende sin miramientos, con entrevistas como ésta que aparece en el siguiente vídeo en la que califica de extremistas a las ONG que sostienen que el agua debería ser un derecho fundamental.

En su opinión, el agua debería ser tratada como cualquier otro bien alimenticio y tener un valor de mercado que viniera establecido por la ley de la oferta y la demanda (!!!). Sólo de esta manera, apunta, emprenderíamos acciones para limitar el consumo excesivo que se da en estos momentos. Toda un alma caritativa el señor Peter Brabeck-Letmathe.

Em http://www.abadiadigital.com/presidente-de-nestle-el-agua-no-es-un-derecho-deberia-tener-un-valor-de-mercado-y-ser-privatizada/

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Exclusivo: A pesquisadora que descobriu veneno no leite materno

Posted by iscariotes em 20 de março de 2013

Fonte: Viomundo

A repórter Manuela Azenha esteve em Cuiabá, Mato Grosso, onde assistiu à defesa de tese da pesquisadora Danielly Palma. A ela coube pesquisar o impacto dos agrotóxicos em mães que estavam amamentando na cidade de Lucas do Rio Verde. A seguir, o relato:

Lucas do Rio Verde é um dos maiores produtores de grãos do Mato Grosso, estado vitrine do agronegócio no Brasil. Apesar de apresentar alto IDH (índice de desenvolvimento humano), a exposição de um morador a agrotóxicos no município durante um ano é de aproximadamente 136 litros por habitante, quase 45 vezes maior que a média nacional — de 3,66 litros.

Desde 2006, ano em que ocorreu um acidente por pulverização aérea que contaminou toda a cidade, Lucas do Rio Verde passou a fazer parte de um projeto de pesquisa coordenado pelo médico e doutor em toxicologia, Wanderlei Pignatti, em parceria com a Fiocruz. A pesquisa avaliou os resíduos de agrotóxicos em amostras de água de chuva, de poços artesianos, de sangue e urina humanos, de anfíbios, e do leite materno de 62 mães. A pesquisa referente às mães coube à mestranda da Universidade Federal do Mato Grosso, Danielly Palma.

A pesquisa revelou que 100% das amostras indicam a contaminação do leite por pelo menos um agrotóxico. Em todas as mães foram encontrados resíduos de DDE, um metabólico do DDT, agrotóxico proibido no Brasil há mais de dez anos. Dos resíduos encontrados, a maioria são organoclorados, substâncias de alta toxicidade, capacidade de dispersão e resistência tanto no ambiente quanto no corpo humano.

iomundo – A sua pesquisa faz parte de um projeto maior?

Danielly Palma – Minha pesquisa foi um subprojeto de uma avaliação que foi realizada em Lucas do Rio Verde e eu fiquei responsável pelo indicador leite materno. Mas a pesquisa maior analisou o ar, água de chuva, sedimentos, água de poço artesiano, água superficial, sangue e urina humanos, alguns dados epidemiológicos, má formação em anfíbios.

Viomundo – E essas pesquisas começaram quando e por que?

Danielly Palma – Começamos em 2007. A minha parte foi no ano passado, de fevereiro a junho. Lucas do Rio Verde foi escolhido porque é um dos grandes municípios produtores matogrossenses, tanto de soja quanto de milho e, consequentemente, também é um dos maiores consumidores de agrotóxicos. Em 2006, quando houve um acidente com um desses aviões que fazem pulverização aérea em Lucas, o professor Pignati, que foi o coordenador regional do projeto, foi chamado para fazer uma perícia no local junto com outros professores aqui da Universidade Federal do Mato Grosso. Então, começaram a entrar em contato com o pessoal e viram a necessidade de desenvolver projetos para ver a que nível estava a contaminação do ambiente e da população de Lucas.

Viomundo – E qual é o nível de contaminação em que a população de Lucas se encontra hoje? O que sua pesquisa aponta?

Danielly Palma – Quanto ao leite materno, 100% das amostras indicaram contaminação por pelo menos um tipo de substância. O DDE, que é um metabólico do DDT, esteve presente em 100%, mas isso indica uma exposição passada porque o DDT não é utilizada desde 1998, quando teve seu uso proibido. Mas 44% das amostras indicaram o beta-endossulfam, que é um isômero do agrotóxico endossulfam, ainda hoje utilizado. Ele teve seu uso cassado, mas até 2013 tem que ir diminuindo, que é quando a proibição será definitiva. É preocupante, porque é um organoclorado que ainda está sendo utilizado e está sendo excretado no leite materno.

Viomundo – Foram essas duas substâncias as registradas?

Danielly Palma – Não, tem mais. Foi o DDE em 100% das mães [que estão amamentando]; beta-endossulfam em 44%; deltametrina, que é um piretróide, em 37%; o aldrin em 32%; o alpha-endossulfam, que é outro isômero do endossulfam, em 32%; alpha-HCH, em 18% das mães, o DDT em 13%; trifularina, que é um herbicida, em 11%; o lindano, em 6%.

Viomundo – E o que essas susbstâncias podem causar no corpo humano?

Danielly Palma – Todas essas substâncias tem o potencial de causar má formação fetal, indução ao aborto, desregulamento do sistema endócrino — que é o sistema que controla todos os hormônios do corpo — então pode induzir a vários distúrbios. Podem causar câncer, também. Esses são os piores problemas.

Viomundo – Você disse que as mães foram expostas há mais de dez anos. As substâncias permanecem no corpo por muito tempo?

Danielly Palma – Permanecem. No caso dos organoclorados, de todas as substâncias analisadas, o endossulfam é o único que ainda está sendo utilizado. Desde 1998 os organoclorados foram proibidos, a pesquisa foi realizada em 2010, e a gente encontrou níveis que podem ser considerados altos. Mesmo tendo sido uma exposição passada, como as substâncias ficam muito tempo no corpo, esses sintomas podem vir a longo prazo.

Viomundo – Durante a sua defesa de mestrado, em que essa pesquisa foi apresentada, os membros da banca ressaltaram o quanto você sofreu para realizar a pesquisa. Quais foram as maiores dificuldades?

Danielly Palma – A minha maior dificuldade foi em relação à validação do método. Porque, quando você vai pesquisar agrotóxicos, tem de ter uma precisão muito grande. Como são dez substâncias com características diferentes, quando acertava a validação para uma, não dava certo para outra. Então, para ter um método com precisão suficiente para a gente confiar nos resultados, para todas as substâncias, foi um trabalho que exigiu muita força de vontade e tempo. Foi praticamente um ano só para validar o método.

Viomundo – Essas mães que foram contaminadas exercem ou exerceram que tipo de atividade? Como elas foram expostas ao agrotóxico?

Danielly Palma – Das 62 mulheres que eu entrevistei, apenas uma declarou ter contato direto com o agrotóxico. Ela é engenheira agrônoma e é responsável por um armazém de grãos. Três mães residem na zona rural, trabalhando como domésticas nas casas dos donos das fazendas. É difícil dizer que quem está longe da lavoura não está exposto em Lucas do Rio Verde, pela localização da cidade, com as lavouras ao redor. Mas a maioria das entrevistadas trabalha no comércio, são professoras do município, algumas donas de casa, mas não são expostas ocupacionalmente. A questão é o ambiente do município.

Viomundo – Mas a contaminação se dá pelo ar, pela alimentação?

Danielly Palma – A alimentação é uma das principais vias de exposição. Mas, por se tratar de clorados, que já tiveram seu uso proibido, então eu posso dizer que o ambiente é o que está expondo, porque também se acumulam no ambiente. No caso da deltametrina e do endossulfam, que ainda são utilizados, o uso atual deles é que está causando a contaminação. Mas, nos usos passados [dos agrotóxicos agora proibidos], a causa provavelmente foi a exposição à alimentação — na época em que eram utilizados — e o próprio meio ambiente contaminado.

Viomundo – Quais são as principais propriedades dessas substâncias encontradas?

Danielly Palma – Os organoclorados têm em comum entre si os átomos de cloro na sua estrutura, o que dá uma grande toxicidade a eles. Eles têm alta capacidade de se armazenar na gordura, alta pressão no vapor e o tempo de meia-vida deles é muito longo, por isso que para se degradar demora muito tempo. São altamente persistentes no ambiente, tanto nos sedimentos, solo, corpo humano, e têm a capacidade de se dispersar. Tanto que no Ártico, onde eles nunca foram aplicados, são encontrados resíduos de organoclorados.

Viomundo – O professor Pignati comentou que a Secretaria da Saúde dificultou um pouco a pesquisa de vocês, mas que vocês fizeram questão da participação do governo. Por que?

Danielly Palma – Nós vimos a importância da participação deles porque, quando a exposição da população está num nível elevado e está tendo uma incidência maior de certas doenças, é lá na ponta que isso vai estourar, é no PSF (Programa Saúde da Família). Então, a gente queria que a Secretaria da Saúde acompanhasse para ver em que nível de exposição essa população está e para que tome medidas. Para que recebam essas pessoas com algum problema de saúde e saibam diagnosticar, saibam de onde está vindo e o porquê de tantas incidências de doenças no município.

Viomundo – Se a maioria dessas substâncias não está mais sendo utilizada, o que pode ser feito daqui para frente para diminuir o impacto delas sobre o ambiente e a saúde?

Danielly Palma – Em relação a essas substâncias que não estão sendo mais utilizadas, infelizmente, não temos mais nada a fazer. Já foram lançadas no ambiente e nos organismos das pessoas. A gente pode parar e pensar no modelo de desenvolvimento que está sendo posto, com esse alto consumo de agrotóxico e devemos tomar cuidado com as substâncias que ainda estão sendo utilizadas para tentar evitar um mal maior.

Viomundo – Como que o agrotóxico pode afetar o bebê?

Danielly Palma – Esses agrotóxicos são lipofílicos e se acumulam no tecido gorduroso, então ficam no organismo e passam para o sangue da mãe. Através da placenta, como há troca de sangue entre mãe e feto, acabam atingindo o feto. E alguns tem a capacidade de passar a barreira da placenta e atingir o feto. Durante a lactação, o agrotóxico acaba sendo excretado pelo leite humano.

Viomundo – Então, mesmo que não amamente o filho, ele pode nascer com resíduo de agrotóxico?

Danielly Palma – Sim, isso se a contaminação da mãe for muito elevada.

Viomundo – Foi o caso nas mães [pesquisadas] de Lucas do Rio Verde?

Danielly Palma – Alguns níveis [encontrados] consideramos altos, até porque o leite humano deveria ser isento de todas essas substâncias. Deveria ser o alimento mais puro do mundo. E a gente vê que isso não ocorre, tanto nos meus resultados quanto em trabalhos realizados no mundo inteiro que evidenciaram essa contaminação. A criança acaba sendo afetada desde a vida uterina e depois na amamentação é mais uma quantidade de agrotóxicos que ela vai receber. Mas é sempre bom lembrar do risco-benefício do aleitamento materno. Nunca se deve incentivar a mãe a parar de amamentar porque seu leite está contaminado. As vantagens do aleitamento materno são muito maiores do que os riscos da carga contaminante que o leite pode vir a ter.

Viomundo – Quais os riscos dessa contaminação?

Danielly Palma – Os riscos saberemos somente com um acompanhamento a longo prazo dessas crianças. O que pode acontecer são problemas no desenvolvimento cognitivo e, dependendo da carga que o bebê receba desde a gestação, pode causar má formação, que pode só ser percebida mais tarde.

Viomundo – Esse acompanhamento dos efeitos dos agrotóxicos no corpo humano já foi feito ou ainda é uma coisa a fazer?

Danielly Palma – Quanto ao sistema endócrino, existem evidências. Estudos comprovaram a interferência dos agrotóxicos. Quanto a câncer, má formação e ações teratogênicas (anomalias e malformações ligadas a uma perturbação do desenvolvimento embrionário ou fetal), estudos realizados em animais apontam para uma possivel ação dos agrotóxicos nesse sentido. Mas no ser humano não tem como você testar uma única substância. Quando fazem pesquisas, sempre são encontradas mais de uma substância no organismo e, portanto, não se sabe se é uma ação conjunta dessas substâncias que elevou aquele efeito ou se foi a ação de uma substância apenas.

Viomundo – Os resultados da pesquisa são alarmantes?

Danielly Palma – Foram alarmantes, mas ao mesmo tempo já esperávamos por esse resultado, até porque já tínhamos em mãos resultados da parte ambiental. Vimos que a exposição da população estava muito alta. Com o ambiente contaminado daquela forma, já era esperado encontrar a contaminação do leite, uma vez que o ambiente influencia na contaminação humana também.

Viomundo – O que será feito com esses resultados?

Danielly Palma – Os resultados já foram encaminhados às mães e, no início do projeto, assumimos o compromisso de, no final, nos reunirmos com elas e explicarmos os resultados. Esperamos que as autoridades do município e de todas as regiões produtoras acordem para o modelo de desenvolvimento que eles estão adotando, porque não adianta ter um IDH alto, ter boa educação e sistema de saúde, se a qualidade de vida em termos de exposição ambiental é péssima.

Para ler entrevista com o professor Wanderlei Pignati, que coordenou toda a pesquisa, clique aqui.

Para ler entrevista com a professora Raquel Rigotto, que pesquisa o mesmo assunto no Ceará, clique aqui.

Em http://www.viomundo.com.br/denuncias/exclusivo-a-pesquisadora-que-descobriu-veneno-no-leite-materno.html

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Invasão de “super-inços” nas fazendas norte-americanas

Posted by iscariotes em 9 de fevereiro de 2013

Fonte: Pratos Limpos

Plantas resistentes ao Roundup infestaram 24 milhões de hectares em 2012, 50% a mais do que em 2011

Uma empresa de consultoria em agronegócio nos EUA, a Stratus, vem desde 2010, entrevistando “milhares de agricultores norte-americanos” ao longo de 31 estados a respeito do avanço da infestação de ervas espontâneas que desenvolveram resistência ao herbicida Roundup, da Monsanto, fabricado a base de glifosato e usado nas lavouras transgênicas da mesma empresa desenvolvidas para tolerar aplicações do produto [links no original em inglês abaixo].

Os números levantados mostram que:

– Em 2012, praticamente metade (49%) dos agricultores entrevistados disseram ter mato resistente a herbicidas em suas lavouras. Em 2011, eram 34%;

– A resistência é ainda pior no sul do país. Por exemplo, 92% dos agricultores do estado de Georgia disseram ter mato resistente ao glifosato em suas lavouras;

– A resistência está avançando rapidamente também no meio-sul e no meio-oeste. Entre 2011 e 2012, a área infestada com essas invasoras praticamente dobrou nos estados do Nebaska, Iowa e Indiana;

– O avanço da infestação acontece de maneira mais rápida a cada ano: a área total infestada aumentou em 25% em 2011 e em 51% em 2012;

– Em 2010, apenas 12% das propriedades tinham mais de uma espécie de mato resistente. Apenas dois anos depois, 27% das propriedades já tinham ao menos duas espécies resistentes.

A solução proposta pela Monsanto para driblar o problema são as “próximas gerações” de sementes tolerantes a herbicidas – ou seja, lavouras desenvolvidas para resistir não apenas ao Roundup, mas também a outros herbicidas ainda mais tóxicos, como o 2,4-D e o Dicamba. O problema é que tal escalada na guerra química contra o mato levará ao desenvolvimento de variedades de mato mais prolíficas e mais resistentes, e a um dramático aumento no uso de herbicidas.

Nos EUA, o Departamento de Agricultura (USDA) ainda não autorizou o cultivo comercial do milho transgênico da Dow chamado Enlist, resistente ao Roundup e ao 2,4-D (um dos dois ingredientes ativos do famoso “agente laranja”, usando como desfolhante na Guerra do Vietnam e que causou milhares de mortes e de nascimentos de bebês com malformações congênitas). A autorização era esperada para o final de 2012, mas foi adiada, segundo notícias divulgadas pela Reuters, devido à forte oposição pública.

O recurso que tem sido usado pelos agricultores para enfrentar a infestação do super mato é aumentar, cada vez mais, a quantidade de agrotóxicos aplicada. Segundo um estudo publicado pela Universidade da Califórnia em 2012, realizado por uma equipe da Penn State University liderada por David A. Mortensen, “em 2011 o combate à resistência ao glifosato já custava aos agricultores perto de US$ 1 bilhão por ano”.

Mas despejar cada vez e sempre mais venenos nos campos não é a única saída. Em um estudo publicado em 2012 na revista científica PLoS ONE, pesquisadores da Iowa State University mostraram que a simples diversificação na rotação de culturas, aliada à introdução de cultivos de cobertura, podem suprimir o mato – inclusive o mato resistente ao Roundup – e diminuir entre 6 e 10 vezes o uso de fertilizantes químicos [mas essas técnicas simples e baratas não interessam às corporações do agronegócio].

Em http://pratoslimpos.org.br/?p=5364

 

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As abelhas estão desaparecendo da Terra

Posted by iscariotes em 4 de fevereiro de 2013

Fonte: 39 Mais

As abelhas estão sumindo, e sua extinção é real.  O fenômeno é global. Nos últimos anos houve um declínio acentuado e preocupante das populações de abelhas no planeta – algumas espécies já estão extintas e outras chegam a apenas 4% da população original. O desaparecimento começou na Europa, mas hoje afeta profundamente a segunda potencia da apicultura depois da China, os Estados Unidos, que já perderam entre 50% e 90% das abelhas de um total de 2,4 milhões de colônias comerciais, cada uma com cerca de 30 mil abelhas, ou seja, 25% do que existia em 1980.

O desaparecimento das abelhas também foi constatado na Alemanha, Suíça, Espanha, Portugal, Itália e Grécia. Na região da Áttica, Grécia, no ano passado morreram 6.000 colônias por neonicotinóides, com os quais foram pulverizados tamareiras em floração, para combater o Rynchophorus ferrugineus. Manfred Hederer, presidente da Associação Alemã de Apicultores, relatou uma queda de 25% nas populações de abelhas pelo país.

O desaparecimento das abelhas está intrigando cientistas do mundo todo, e a “Desordem do Colapso das Colônias”, faz parte do programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Até agora, ninguém conseguiu explicar por que os insetos têm perdido a orientação e deixando de voltar para suas colmeias.

Cientistas vêm lutando para encontrar as respostas. Estudos apontam que as causas podem estar num conjunto de fatores como a radiação de telefones celulares e linhas de transmissão de alta-voltagem, aquecimento global, o uso de transgênicos e modificações genéticas, monoculturas, vírus, fungos e pesticidas.

De acordo com o jornal inglês The Independent, a radiação dos celulares poderia estar interferindo no sistema de navegação das abelhas, e desorientadas, não conseguiriam mais voltar para suas colmeias. Além disso, citou pesquisas alemãs que apontaram mudanças de comportamento das abelhas nas proximidades de linhas de transmissão de alta tensão.

Como o sistema de orientação das abelhas funciona por meio dos olhos, elas dependem da luz solar para encontrar o caminho de volta para as colmeias, assim, o aumento na incidência de raios ultravioletas poderia ser uma das causas da desorientação.

O uso de transgênicos e modificações genéticas como uma das causas. Há uma intensa utilização das variedades transgênicas do tipo Bt (gene resistente a insetos que contém partes do DNA da bactéria Bacillus thuringiensis), colocando-o no segundo lugar dos transgênicos mais cultivados do mundo, perdendo somente para a soja. Vários países já proibiram o uso do transgênico Bt.  O Peru proibiu a variedade da batata transgênica Bt, em razão do país ser o centro de origem e biodiversidade desta cultura. O México vetou totalmente o plantio e consumo do milho Bt pelas mesmas razões. O governo grego tomou a mesma decisão, estendendo a proibição a 20 variedades do milho Bt, alegando risco de ameaça à espécie humana, à vida silvestre e à indústria de criação de abelhas, pois as abelhas coletam o pólen da flor masculina do milho, o pendão. O Brasil, por sua vez, vem aprovando sistematicamente a liberação dos transgênicos Bt.

Culturas de vegetais geneticamente modificados (GM, em inglês) contem um poderoso micróbio que é ingerido pelas abelhas, podendo agravar a saúde dessas polinizadoras.

Cada vez mais as abelhas apresentam deficiências nutricionais devido à falta de uma dieta diversificada causada pelas dezenas de milhões de hectares de monocultura, notável também na qualidade do mel produzido.

Diana Cox-Foster, especialista em abelhas da Pennsylvania State University dirige suas pesquisas nas hipóteses mais prováveis: vírus, fungo e pesticidas.

De acordo com a revista científica americana Science, o desaparecimento das abelhas pode estar relacionado com o vírus IAPV (sigla em inglês) de origem israelense, que causa uma paralisia profunda nas polinizadoras.

Pesquisas realizadas na Universidade de Columbia mostraram que o mesmo fungo que aparece nos humanos portadores de HIV-positivo ou câncer, foi encontrado em abelhas que tiveram o sistema imunológico afetado.

Atualmente comprova-se que os agrotóxicos mais contribuem para a dizimação dos polinizadores do que proteger as plantações das pragas. Um estudo independente produziu evidências fortes apontando os agrotóxicos neonicotinóides como um dos grandes responsáveis pela extinção das abelhas. A França, Itália, Eslovênia, e até a Alemanha, sede do maior produtor do agrotóxico, baniram alguns destes produtos que matam abelhas.

Num último esforço para salvar seu habitat, algumas abelhas selam as células da colmeia que contêm quantidades excessivas de pesticidas, mesmo assim, essas colônias acabam morrendo.

A solução não será fácil. Um documento vazado mostra que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA já sabia sobre os perigos do agrotóxico, mas os ignorou. O documento diz que o agrotóxico é “altamente tóxico” e representa um “grande risco para os insetos não-alvo (abelhas)”.

Temos de fazer ouvir as nossas vozes para combater a influência das multinacionais fabricantes de agrotóxicos químicos sobre governantes e cientistas, tanto nos EUA quanto na UE, onde eles financiam pesquisas e participam de conselhos de políticas agrícolas. Os reais protagonistas dessa causa – apicultores e agricultores – querem que estes agrotóxicos letais sejam proibidos ou pelo menos que os laboratórios apresentem evidências sólidas comprovando que eles são totalmente seguros.

Quando a vida de abelhas operárias de uma colônia é afetada, há muitas abelhas mortas dentro  e/ou em torno da colmeia. Na questão atual, simplesmente elas estão desaparecendo. Ainda não foi encontrada uma causa específica sobre a real causa do problema. Alguns cientistas, por outro lado, minimizam o problema. O professor emérito de entomologia da Oregon State University, Michael Burgett, diz que as grandes baixas em abelhas poderiam simplesmente ser um reflexo de picos populacionais, como houve no final dos anos 70 num fenômeno similar a este.

Mas não se trata de uma simples repetição. A novidade é que, desta vez, o problema está aparecendo ao mesmo tempo em várias regiões do planeta, inclusive no Brasil.

O colapso de reação em cadeia pode facilmente levar ao fim da Era dos Mamíferos, semelhante ao final da era dos dinossauros há 65 milhões de anos atrás.

Esse artigo se refere às abelhas do gênero Apis mellifera (abelhas do Reino, abelhas europeias, abelhas africanas, abelhas africanizadas, nomes que dá a esse gênero de abelhas no Brasil).

Colaboração: Nikolaos A. Mitsiotis- apicultor e pesquisador –  nikeeper@terra.com.br

 

BRASIL

As primeiras notícias sobre o fenômeno do desaparecimento das abelhas foram recebidas como uma espécie de enredo de um novo filme de ficção científica. Mas o problema tornou-se muito real. Nos Estados Unidos recebeu o nome de Colony Collapse Disorder (Desordem e Colapso da Colônia). Agora, o problema também está no Brasil, particularmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, onde os apicultores registraram perdas de 25% na produção de mel.

Matéria publicada no jornal Diário Catarinense, de Florianópolis, afirma que o desaparecimento das abelhas já é motivo de grande preocupação entre apicultores dos dois Estados. E o desaparecimento vem acompanhado de outro problema: as abelhas que permanecem nas colmeias estão morrendo infectadas por diversas doenças. Em depoimento ao jornal, o apicultor e pesquisador Leandro Simões, de Campo Alegre, diz que nunca viu algo parecido em 35 anos de profissão.

Mas essas informações se referem às colônias de abelhas africanizadas que vivem em colmeias nos apiários, porém não sabemos se foi constatado nas colônias que vivem fora do controle do homem, em refúgios naturais, e são em número dezenas de vezes superior ao das que vivem em apiários.

Em http://www.revista39mais.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=124:as-abelhas-estao-desaparecendo-da-terra&catid=36:materias&Itemid=63

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Metade dos alimentos produzidos no mundo vai para o lixo

Posted by iscariotes em 17 de janeiro de 2013

Fonte: Horizonte

Um estudo publicado por engenheiros do Reino Unido ligados à Institution of Mechanical Engineers revela que 50% dos alimentos produzidos no mundo são desperdiçados anualmente. De acordo com o relatório, intitulado Global Food (Comida Global), isso corresponde a dois bilhões de toneladas de alimentos jogados fora por ano.

A Organização das Nações Unidas estima que até 2075 a população do planeta chegue a cerca de 9,5 bilhões de pessoas, ou seja, aproximadamente 2,5 bilhões de bocas para alimentar a mais do que atualmente. Em 35 páginas, o Global Food apresenta dados e propõe soluções para que o desperdício seja evitado, analisando as nações pelos diferentes níveis de desenvolvimento. A colheita ineficiente, o transporte inadequado e a falta de cuidado com os alimentos ao armazená-los são os principais problemas de locais como a África Subsaariana e o Sul da Ásia.

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Mesmo em países desenvolvidos, com técnicas agrícolas e transportes eficientesm, o desperdício ainda ocorre, principalmente pelas mãos dos vendedores e do consumidor. No Reino Unido até 30% da safra de vegetais não chega a ser colhida pela exigência de boa aparência dos alimentos pelos supermercados. Globalmente falando, isto representa 1,6 milhão de toneladas de frutas e legumes comestíveis que vão para o lixo. A cultura de incentivar o cliente a consumir além do necessário também é uma das culpadas pelo desperdício. Nos países desenvolvidos, entre 30 e 50% do que é comprado acaba indo para o lixo da cozinha.

No mundo todo, cerca de 3,8 milhões de metros cúbicos de água são gastos por ano. Só o setor agrícola utiliza 70% desta quantia, e de acordo com as previsões de crescimento demográfico, esta demanda deve aumentar significativamente nos próximos anos. Uma das soluções são os sistemas sustentáveis de irrigação por gotejamento, que, apesar de mais caros para serem instalados, podem melhorar em 33% a eficiência no uso da água.

Em http://horizontegeografico.com.br/exibirMateria/1651/metade-dos-alimentos-produzidos-no-mundo-vai-para-o-lixo-diz-estudo

 

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Rússia decide barrar as importações de milho da Monsanto

Posted by iscariotes em 26 de setembro de 2012

Fonte: Sul 21

Uma semana após a publicação de um controverso estudo sobre os riscos de uma variedade de milho transgênico à saúde humana, a Rússia anunciou nesta terça-feira (25), a suspensão das importações e do uso do grão desenvolvido pela Monsanto. Foi a primeira resposta prática de um país às descobertas apresentadas pela equipe do cientista francês Gilles Eric Séralini, da Universidade de Caen. O milho NK 603, cultivado em larga escala em países como os Estados Unidos e o Brasil, é geneticamente modificado para resistir ao glifosato, um agrotóxico usado para matar ervas daninhas.

O trabalho demonstrou que ratos alimentados com a variedade de milho NK 603, da Monsanto, e expostos ao herbicida glifosato apresentaram maior incidência de câncer e outras doenças graves, além de maior taxa de mortalidade. A Agência Francesa para Alimentos, Meio Ambiente, Saúde e Segurança Ocupacional (Anses, na sigla em francês) adiantou que vai apresentar suas conclusões sobre o estudo até o fim de outubro. Já a Comissão Europeia solicitou à Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA, na sigla em inglês) que revise o estudo e espera uma posição até o fim do ano.

Para a Monsanto, o estudo “não atende as normas mínimas aceitáveis para esse tipo de pesquisa científica, as descobertas não são fundamentadas pelos dados apresentados e as conclusões não são relevantes para efeitos de avaliação de segurança”. A empresa alega ainda que toxicologistas e especialistas em saúde “veem problemas fundamentais com o formato do estudo” e que os dados apresentados “não suportam as interpretações do autor”.

Em http://sul21.com.br/jornal/2012/09/russia-decide-barrar-as-importacoes-de-milho-da-monsanto/

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Chanceler confirma que Portugal irá privatizar a água em 2013

Posted by iscariotes em 6 de setembro de 2012

Fonte: Opera Mundi

Em visita ao Brasil para a captação de investimentos e capital estrangeiro, o ministro de Estado e de Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, confirmou nesta quarta-feira (05/09) que a privatização da água do país é uma certeza e acontecerá no primeiro de semestre de 2013, por meio de licitação A empresa estatal Águas de Portugal (AdP) é responsável pelo setor da água no país.

Em entrevista ao Opera Mundi na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), ele negou que a medida implicará no surgimento de mais gastos, conforme alertaram setores da oposição portuguesa e movimentos sociais. “Não está envolvido nenhum imposto. O que irá ocorrer é a privatização dos jazigos de água e da distribuição”, afirmou. O chanceler destacou que o governo do premiê Passos Coelho usará o modelo de concessão para a privatização. “A concorrência internacional está aberta a qualquer empresa. A melhor leva”, disse.

Em http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/24135/chanceler+confirma+que+portugal+ira+privatizar+a+agua+em+2013.shtml

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Justiça condena Monsanto por cobrança indevida de royalties

Posted by iscariotes em 9 de abril de 2012

Fonte: Carta Maior

Marco Aurélio Weissheimer

Porto Alegre – O juiz Giovanni Conti, da 15ª Vara Cível, da Comarca de Porto Alegre, determinou a imediata suspensão, por parte da Monsanto, da cobrança de royalties, taxa tecnológica ou indenização sobre a comercialização da soja transgência, classificando como ilegal a incidência dessas cobranças sobre os produtores. A decisão foi motivada pela ação coletiva proposta pelo Sindicato Rural de Passo Fundo, Sindicato Rural de Sertão, Sindicato Rural de Santiago, Sindicato Rual de Giruá, Sindicato Rural de Arvorezinha e Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag) contra a Monsanto do Brasil Ltda e a Monsanto Technology LLC.

Em sua decisão, anunciada dia 4 de abril, o magistrado também reconheceu “o direito dos pequenos, médios e grandes sojicultores brasileiros, de reservar o produto cultivares de soja transgênica, para replantio em seus campos de cultivo e o direito de vender essa produção como alimento ou matéria-prima, sem nada mais pagar a título de royalties, taxa tecnológica ou indenização, a contar do dia 1º de setembro de 2012”. Conti também reconheceu o direito dos produtores que cultivam soja transgênica, de doar ou trocar sementes reservadas a outros pequenos produtores rurais, contando também a partir de 1º de setembro de 2010.

Além disso, determinou ainda que as empresas “se abstenham de cobrar royalties, taxa tecnológica ou indenização sobre a comercialização da produção da soja transgênica produzida no Brasil a contar da safra 2003/2004”. O juiz também condenou a Monsanto a devolver “os valores cobrados sobre a produção da soja transgênica a partir da safra 2003/2004, corrigida pelo IGPM e acrescida de juros de 1% ao mês, a contar da safra 2003/2004”.

Giovanni Conti concedeu, de ofício, a liminar para “determinar a imediata suspensão na cobrança de royalties, taxa tecnológica ou indenização, sobre a comercialização da produção da soja transgênica produzida no Brasil, sob pena de multa diária no valor de um milhão de reais”. As empresas também foram condenadas ao pagamento integral das custas e honorários advocatícios fixados em 500 mil reais.

A ação contra a Monsanto
Em sua ação coletiva contra a Monsanto, os produtores gaúchos contestaram os procedimentos adotados pela empresa, impedindo-os de “reservar cultivares transgênicas para replantio e comercialização, além da proibição de doar e trocar sementes dentro de programas oficiais e cobrar de forma arbitrária, ilegal e abusiva royalties sobre sementes e grãos descendentes da chamada soja Roundup Ready (RR)”. Os agricultores acusaram a empresa de violar a Lei de Cultivares (lei nº 9,456/97) que “permite a reserva de grãos para plantios subsequentes sem pagamento de nova taxa de remuneração à propriedade intelectual, sendo inaplicável a incidência da propriedade industrial (Lei nº 9.279/96), cujas patentes registradas são eivadas de nulidades”.

Os produtores também pediram (e conseguiram) o “reconhecimento do direito dos pequenos, médios e grandes sojicultores brasileiros, de reservar o produto de cultivares de soja transgênica, para replantio em seus campos de cultivo e o direito de vender essa produção como alimento ou matéria prima, sem pagar a título de royalties, taxa tecnológica ou indenização; garantia de cultivar a soja transgênica, de doar ou trocar sementes reservadas a outros pequenos produtores rurais”.

Em sua defesa, a Monsanto apresentou pareceres jurídicos assinados pelos juristas Paulo Brossard, Célio Borja, Araken de Assis e Ruy Rosado de Aguiar Jr. O juiz Giovanni Conti considerou que os pareceres “não esgotaram a matéria, em especial a análise das patentes que justificariam a cobrança de royalties pelas requeridas”.

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