Entulho

Distinguindo o trágico do supérfluo

Archive for the ‘Brasil’ Category

FAB: Avião com cocaína decolou de fazenda que pertence a Blairo Maggi

Posted by iscariotes em 19 de agosto de 2017

Fonte: Carta Capital

A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou no domingo 25 um avião bimotor, na região de Aragarças (GO), em uma ação que culminou na apreensão de 653 quilos de cocaína. De acordo com a FAB, o avião, de matrícula PT-IIJ, decolou da Fazenda Itamarati Norte, no município de Campo Novo do Parecis (MT) com destino a Santo Antonio do Leverger (MT). A Fazenda Itamarati Norte pertence ao senador licenciado e ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP).

A assessoria de imprensa do Grupo Amaggi, que pertence ao ministro e a seus familiares, confirmou por telefone a CartaCapital que uma fazenda com “o mesmo nome” do divulgado pela FAB pertence ao grupo, e disse que preparava nota oficial.

Em nota oficial (confira a íntegra no fim do texto), a Amaggi negou ter qualquer relação com a aeronave e afirmou que não emitiu autorização de pouso ou decolagem para a mesma. Além disso, argumentou que a região de Campo Novo do Parecis é “vulnerável à ação de grupos do tráfico internacional de drogas, dada a sua proximidade com a fronteira do estado de Mato Grosso com a Bolívia” e que já auxiliou a Polícia Federal em uma ação similar em outra fazenda da região.

No site da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso, há um processo de licenciamento de um aeródromo na Fazenda Itamarati Norte, em Campo Novo do Parecis, que tem como proprietário o Grupo Amaggi.

A assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura encaminhou a solicitação de informações de CartaCapital a um assessor pessoal de Maggi, que repassou o contato à assessoria do Grupo Amaggi. Segundo reportagem da revista Globo Rural, a Fazenda Itamarati Norte foi adquirida em junho de 2010 pelo Grupo Amaggi. A propriedade foi arrendada por oito anos do empresário Olacyr de Moraes, conhecido como “Rei da Soja”.

Consulta pela matrícula do bimotor no sistema do Registro Aéreo Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mostra que a aeronave pertence a Jeison Moreira Souza.

Em uma segunda nota, publicada nesta segunda-feira 26, a FAB afirmou que a informação de que o bimotor decolou da Fazenda Itamarati Norte foi fornecida pelo próprio piloto, durante a abordagem. “A confirmação do local exato da decolagem fará parte da investigação conduzida pela autoridade policial”, afirmou a Força Aérea.

A interceptação

A interceptação da aeronave ocorreu durante a Operação Ostium, dedicada a coibir ilícitos transfronteiriços, na qual atuam em conjunto a FAB, a Polícia Federal e órgãos de segurança pública.

A interceptação, feita por uma aeronave A-29 Super Tucano, teve início às 13h17 de domingo. Segundo a FAB, o piloto seguiu os protocolos das medidas de policiamento do espaço aéreo e interrogou o piloto do bimotor. Na sequência, determinou a mudança de rota e o pouso obrigatório no Aeródromo de Aragarças (GO).

Inicialmente, afirma a FAB, a aeronave interceptada seguiu as instruções da defesa aérea, mas em vez de pousar no aeródromo indicado, arremeteu. O piloto da FAB, diz a Aeronáutica, novamente comandou a mudança de rota e solicitou o pouso, porém o avião não respondeu.

A partir desse momento, afirma a FAB, o bimotor foi classificado como hostil. O A-29 executou um tiro de aviso, para forçar o piloto da aeronave interceptada a cumprir as determinações da defesa aérea, e voltou a determinar o pouso obrigatório. O avião interceptado novamente não respondeu e pousou na zona rural do município de Jussara (GO).

De acordo com a Polícia Militar de Goiás, os ocupantes da aeronave fugiram após um pouso na área rural do município. Um helicóptero da PM-GO foi acionado e realizou buscas no local. Inicialmente, a FAB apontou que a carga apreendida era de 500 quilos de cocaína, mas a PM atualizou o número, elevando para 653 quilos. Ainda segundo a PM do estado, a carga está avaliada em 13 milhões de reais.

Segundo a FAB, o avião seria removido para o quartel da Polícia Militar de Goiás em Jussara. A droga apreendida será encaminhada para a Polícia Federal em Goiânia.

O que disse a Amaggi

A respeito das informações divulgadas pela Força Aérea Brasileira no último domingo 25, dando conta da interceptação de uma aeronave carregada de entorpecentes que teria decolado de uma pista localizada na Fazenda Itamarati, arrendada pela Amaggi, a companhia vem a público informar que:

a) Tomou conhecimento do caso por meio da imprensa e aguarda o desenrolar das investigações sobre a propriedade da aeronave e as circunstâncias exatas em que ela – conforme afirma a FAB – teria pousado na Fazenda Itamarati e decolado a partir de uma de suas pistas;

b) A empresa não tem qualquer ligação com a aeronave descrita pela FAB e não emitiu autorização para pouso/decolagem da mesma em qualquer uma de suas pistas;

c) Localizada em Campo Novo do Parecis, a parte arrendada pela Amaggi na Fazenda Itamarati conta com 11 pistas autorizadas para pouso eventual (apropriadas para a operação de aviões agrícolas, o que não demanda vigilância permanente) localizadas em pontos esparsos de 54,3 mil hectares de extensão;

d) A região de Campo Novo do Parecis tem sido vulnerável à ação de grupos do tráfico internacional de drogas, dada a sua proximidade com a fronteira do estado de Mato Grosso com a Bolívia;

e) Tal vulnerabilidade acomete também as fazendas localizadas na região. Em abril deste ano, a Amaggi chegou a prestar apoio a uma operação da Polícia Federal (PF), quando a mesma foi informada de que uma aeronave clandestina pousaria com cerca de 400 kg de entorpecentes (conforme noticiado à época) em uma das pistas auxiliares da fazenda. Na ocasião, a PF realizou ação de interceptação com total apoio da Amaggi, a qual resultou bem-sucedida.

A Amaggi se coloca à disposição das autoridades para prestar todo apoio possível às investigações do caso.

Em https://www.cartacapital.com.br/blogs/parlatorio/aviao-com-500-kg-de-cocaina-decolou-de-fazenda-de-blairo-maggi

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Moro solta Youssef, que ficará preso em casa

Posted by iscariotes em 24 de outubro de 2016

Fonte: Brasil 247

Dois dias depois de prender Eduardo Cunha, que foi o político mais poderoso do Brasil e conduziu o golpe parlamentar de 2016, o juiz Sergio Moro soltou o doleiro Alberto Youssef, que ficará preso em sua residência.

A Operação Lava Jato começou em março de 2014, quando Youssef e Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, foram presos pelo juiz paranaense.

Desde então, dezenas de delações ocorreram e a Lava Jato aproxima-se de seu ápice com as acusações a políticos que teriam se beneficiado dos esquemas na Petrobras.

Preso desde março de 2014, o doleiro só poderia cumprir três anos de prisão em regime fechado. Um acordo posterior liberou o doleiro para cumprir na prisão 2 anos e 8 meses de pena – os quatro restantes, em regime domiciliar.

Se Youssef sai, continuam presos personagens ligados ao PT, como José Dirceu, Antônio Palocci e João Vaccari, assim como os maiores empreiteiros do País, que são Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro.

Em http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/261447/Moro-solta-Youssef-que-ficar%C3%A1-preso-em-casa.htm

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A midiática Operação Hashtag faz sua 1ª vítima fatal: suspeito é morto em presídio

Posted by iscariotes em 15 de outubro de 2016

Fonte: GGN

Jornal GGN – Sem sequer constar na lista de oito suspeitos de preparar atos terroristas de olho na Rio 2016 que foram denunciados pelo Ministério Público em setembro, Valdir Pereira da Rocha, 36, que estava preso desde julho, foi espancado até a morte por outros detentos de um presídio público na capital do Mato Grosso.

Segundo informações de um portal de notícias local, Valdir havia sido transferido para a Cadeia Pública de Várzea Grande há apenas um dia, a mando da Justiça Federal. Os presos da Operação Hashtag, anunciada pelo ministro Alexandre de Moraes, foram levados, inicialmente, para um presídio de segurança máxima.

À época, Moraes convocou uma coletiva de imprensa para vender a operação como um sinal de que o Brasil não daria margem a qualquer suspeita de atentado terrorista em meio aos jogos olímpicos. Cerca de 10 homens foram presos, com base na lei anti-terrorismo, pelo que Moraes chamou de “atos preparatórios”. Nem todos foram denunciados pelo MPF.

Da Gazeta Digital

Suspeito de ligação com Estado Islâmico, preso em julho deste ano, Valdir Pereira da Rocha foi morto por espancamento na tarde de sexta-feira (14), no Cadeia Pública do Capão Grande, em Várzea Grande, para onde havia sido transferido no dia anterior.

De acordo com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Mato Grosso (Sejudh), o detento foi transferido da Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul (MS), na quinta-feira (13), sob pedido da Justiça Federal, para que permanecesse na Cadeia Pública de Várzea Grande, com uso de tornozeleira eletrônica em regime fechado.

Valdir se entregou em julho deste ano, em Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km a oeste de Cuiabá), depois de ser procurado pela Polícia Federal, sob suspeita de integrar grupo que supostamente planejava ataque terrorista durante os jogos olímpicos, realizado no Rio de Janeiro. Operação Hashtag, prendeu nas primeiras semanas, 15 pessoas em 9 estados brasileiros que foram encaminhados para o presídio do MS, entre elas, Valdir.

Presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen/MT), João Batista, explicou que Valdir foi espancado por vários presos de uma cela, dentro da cadeia, no início da tarde.

Ele foi socorrido até o Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (PSMVG), em estado gravíssimo, mas sofreu morte encefálica no início da noite. A Sejudh informou ainda que a agressão que provocou a morte do preso está sob investigação.

Operação Hashtag – O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 8 pessoas à Justiça Federal por envolvimento com organizações terroristas. Elas foram identificadas antes da realização dos Jogos Rio 2016.

Alisson Luan de Oliveira, Leonid El Kadre de Melo, Oziris Moris Lundi dos Santos Azevedo, Israel Pedra Mesquita, Levi Ribeiro Fernandes de Jesus, Hortêncio Yoshitake, Luís Gustavo de Oliveira e Fernando Pinheiro Cabral foram acusados pelos crimes de promoção de organização terrorista e associação criminosa. Cinco dos denunciados também vão responder por incentivo de crianças e adolescentes à prática criminosa.

Além destes, o MPF solicitou que os suspeitos Daniel Freitas Baltazar, Hortencio Yoshitake, Vitor Barbosa Magalhães e Valdir Pereira da Rocha fossem monitorados com tornozeleiras eletrônicas.

Em: http://jornalggn.com.br/noticia/a-midiatica-operacao-hashtag-faz-sua-1%C2%AA-vitima-fatal-suspeito-e-morto-em-presidio

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Hillary Clinton Email Archive – Marcelo Tas

Posted by iscariotes em 14 de outubro de 2016

Fonte: Wikileaks

From: Cheryl Mills
To: Hillary Clinton
Date: 2011-08-13 21:05
Subject: MARCELO TAS

UNCLASSIFIED U.S. Department of State Case No. F-2014-20439 Doc No. C05784203 Date: 09/30/2015

RELEASE IN FULL From: Mills, Cheryl D <MillsCD@state.gov>
Sent: Monday, August 15, 2011 4:5AM
To: Subject:
Fw: Marcelo Tas

From: Ross, Alec)
Sent:Sunday,August14,201107:19PM
To:Mills,CherylD;Jacobson,RobertaS Subject:
Fw:MarceloTas

Cheryl+Roberta: Always impressed by Tom’s thinking/analysis. The below interesting….

• Alec Ross
Senior Advisor for Innovation

Office of the Secretary of State

From: Shannon, Thomas A
Sent:Sunday,August14,201105:22PM

To:Ross,Alec3 Cc:Chapman,ToddC
Subject:RE:MarceloTas

Alec: Thanks for your note. This is great news, and a very powerful example of what you have been able to accomplish. The dramatic content of social media messaging from Syria, and your effort to amplify it, has had a positive impact here. As the violence and killing have mounted, the traditional arguments used here in defense of the sovereignty of the government of Syria and to keep Brazil on the sidelines of this event have eroded. It is worth noting that the recent IBSA mission to Damascus was an example of how Brazil, India, and South Africa felt they could not work within the BRICS context because of significant differences with the Chinese and Russian over human rights. Even this mission, however, will be a source of problems for the countries that participated. The very traditional images of diplomats seated in conversation with the Syrian President and Foreign Minister were overwhelmed by the social media images of the violence that continued that same day, with 15 dead. The promises made by Bashir and his FM in the meeting, and which were repeated in the statement released by the visiting IBSA delegation, stood in stark contrast to images of tanks firing into crowds. A disconnect exists here between the traditionalism of the foreign affairs experts, and the emerging world of social media. The traditionalists still do not understand what they are up against, and have relied on the relative inertia of most Brazilians regarding foreign affairs. However, this is changing UNCLASSIFIED U.S. Department of State Case No. F-2014-20439 Doc No. C05784203 Date: 09/30/2015 rapidly, and events in Syria could be what defines a new stage in building popular content into Brazil’s foreign policy. Regards, Tom From: Ross,Alec Sent: Friday, August 12, 2011 12:31 PM To: Shannon, Thomas A Cc: Chapman, Todd C Subject: Marcelo Tas Tom, Small thing I thought you would find of interest; you’ve heard me talk about how we should cultivate “social media influencers” for the purpose of validation and amplification of our message. Embassy Brasilia set up a coffee for me and Marcelo Tas during my brief trip to Brazil in April. Very positive visit. This morning, I pushed out some Syria-related content on Twitter. Tas picked up on it, built in a Portuguese translation, and then disseminated to his nearly 2 million followers on Twitter. That then ricocheted around Brazilian social media circles where it was further amplified so that literally millions and millions of people in Brazil (perhaps 10M+) have read the content we pushed out. More importantly, they don’t think of it as something the USG is pushing out, but rather Marcelo Tas. In translating and disseminating the content himself, he became its publisher and validator. It’s a small thing, but a good thing; an example of how to use “networks” for local amplification and validation. My best, Alec Alec Ross Senior Advisor for Innovation Office of the Secretary of State (202) 647-6315 RossAJ@State.gov

 

 

 

 

 

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Rich Clan Shaping Brazil Narrative Stays Away From Dark Chapter

Posted by iscariotes em 2 de setembro de 2016

Fonte: Bloomberg

Brazil’s Marinho clan, with a combined family fortune of $18 billion, is trying to move beyond a past that keeps popping up between the cracks of today’s impeachment crisis.

As heirs to Grupo Globo, the most powerful media operation Latin America has ever known, their soap operas and news programs reach 99.7 percent of Brazilian televisions. Revenue is seven times greater than that of their biggest competitor. And they’ve been the primary broadcaster in Brazil of the Olympics, the World Cup and the nation’s rambunctious Carnival festivities.

But buried in the story behind how this family amassed a fortune that counts three of the top 10 spots on the Bloomberg Billionaires Index for Brazil is a chapter set in the nation’s dark age of military rule. Though the brothers who now control Globo have apologized for their late father’s support of the 1964 coup that ushered in a two-decade dictatorship, the legacy still haunts the Marinhos. Supporters of suspended President Dilma Rousseff, a former guerrilla fighter who was tortured during that era, say Globo’s news coverage in the run-up to her ongoing impeachment trial helped tip the scales against her. The media juggernaut denies any bias.

 Dictatorship Era

“Globo was one of the business groups that benefited the most from the military dictatorship era,” said Joao Braga Areas, an historian who has researched Globo’s involvement in the military regime. “There are groups today that still see Globo not only as an opponent of Dilma, but as a coup monger.”

Rousseff, who presented her defense at her impeachment trial in the Senate Monday, says her ouster is a “coup” that must be righted with new elections, which are supported by a majority in polls. Globo’s logo — a sphere representing the Earth with a TV screen inside that looks a lot like an eyeball — often appears on picket signs at pro-Rousseff protests that pop up at airports and major thoroughfares and were a staple during the Olympic Games that ended this month. A favorite chant: “The people aren’t naïve — down with Globo!”

An opinion piece published by the Guardian in April dredged up Globo’s support for the 1964 overthrow and said it’s acting in a similar way today to “agitate for the Brazilian rich.” Rousseff’s predecessor and mentor, Luis Inacio Lula da Silva, accused Globo of trying to “rewrite history.”

Joao Roberto Marinho, now the group’s chairman, fought back in a rare letter to the newspaper. “Globo Group fulfilled their duty to inform and will continue to do so,” he said. “When the impeachment proceedings began, we again allocated equal time and space for defense and prosecution.”

 Grupo Globo declined to comment for this article.

Six Museums

In addition to owning the media empire, the Marinhos’ foundation has also designed six museums, giving the family a dominant hand in shaping the nation’s cultural and historical narrative. It’s a version of events, the historian Braga says, that makes little mention of the country’s complicated past with military rule or the media dominance that the regime helped Globo obtain.

Globo is mentioned 40 times in a 229-page report issued in December by Rio state’s Truth Commission, which investigated the 1964-1985 dictatorship, with a section by Braga on its business ties during that time. Roberto Marinho, the late patriarch who controlled Globo from 1925 to just before his death in 2003, is named eight times, including now-declassified documents in which the U.S. ambassador at the time describes him as the “main articulator” of the military regime.

That relationship helped Globo get around a ban on foreign media ownership to secure a lucrative partnership with U.S. media giant Time-Life, which sent $6 million to the company between 1962 and 1966 — then worth 30 times the Brazilian group’s capital, according to the report. Many of Globo’s competitors denounced the deal in a congressional inquiry, and lawmakers ruled it unconstitutional. The regime’s attorney general gave his blessing anyway. Marinho ended the partnership in 1971, even though he considered it to be legal, according to a statement on Globo’s website.

Marinho’s influence remained after Brazil’s transition to democracy in the 1980s, with close ties to leaders such as former President Jose Sarney, whose family owned a Globo affiliate. “Dr. Roberto,” Sarney once observed about the patriarch, “was very contained when it came to talking about the past.”

Truth Commission

To be sure, Globo wasn’t alone in supporting the dictatorship and then collecting dividends for decades to come. The federal Truth Commission has detailed how military ties at Brazil’s biggest builders and at other enterprises from banks to newspapers helped them amass substantial fortunes. But Globo stands out because of its influence in the everyday lives of Brazilians, and its financial strength relative to its peers. Its profit grew 30 percent to 3 billion reais ($929 million) last year, and the Olympics helped it weather Brazil’s second year of recession.

Some of the Rio Truth Commission’s findings mirrored claims made in a 1993 documentary, “Beyond Citizen Kane,” about Globo’s ties to the dictatorship. It has been widely viewed online, even after Globo didn’t approve of the film’s use of its images and tried buying the rights to the documentary.

The commission’s efforts to turn a former torture center downtown into a tribute to the victims of the dictatorship have fallen flat so far. The building remains abandoned and its windows boarded up, standing in stark contrast to the Museum of Tomorrow a few blocks away, which juts out toward Rio’s Guanabara Bay like a sort of psychedelic white beacon.

That museum, designed by Spanish architect Santiago Calatrava, serves as the epicenter of Brazil’s Olympic legacy, with exhibits highlighting how human activity affects climate change. Created by the city of Rio with the Roberto Marinho Foundation, its opening was covered by Globo Group’s newspapers and TV stations.

Slavery Exhibit

Hugo Barreto, secretary general of the charitable foundation, said Globo isn’t avoiding touchy parts of history with its existing and planned museums, which also look at the Portuguese language, culture through soccer and image and sound. The Rio art museum has an exhibit that focuses on slavery, for example, and he recounted a story about a military general who once wanted an educational program to refer to the coup as a “revolution.” The foundation refused.

Barreto says there are no plans for more museums, after designing six in 12 years. He hadn’t heard of the efforts to transform the former torture center, a project that Globo isn’t involved with.

On a recent afternoon, a rusty chain kept the doors shut at the building where dissidents of the military regime were held. A sign said the dusty edifice will be restored to create a police museum. The street outside was quiet, save for the sound of an Olympics swimming race, being broadcast by Globo on TV in a nearby bar.

Em http://www.bloomberg.com/news/articles/2016-08-30/rich-clan-shaping-brazil-narrative-stays-away-from-dark-chapter

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La triste ironie de la chute de Dilma Rousseff

Posted by iscariotes em 29 de agosto de 2016

Fonte: Le Monde

Editorial. Première femme présidente du Brésil, Dilma Rousseff vit ses derniers jours au sommet de l’Etat. L’issue de son procès en destitution, ouvert jeudi 25 août au Sénat, ne fait guère de doute. A moins d’un coup de théâtre, la dauphine du bien-aimé président Lula (2003-2010), suspendue de ses fonctions en mai, sera définitivement chassée du pouvoir le 30 ou le 31 août.

Dilma Rousseff a commis des erreurs politiques, économiques et tactiques. Mais son éviction, motivée par des acrobaties comptables auxquelles elle s’est livrée comme bien d’autres présidents, ne passera pas à la postérité comme un épisode glorieux de la jeune démocratie brésilienne.

Pour décrire le processus en cours, ses partisans évoquent un « crime parfait ». L’impeachment, prévu dans la Constitution brésilienne, a tous les atours de la légitimité. Personne, de fait, n’est venu déloger Dilma Rousseff, réélue en 2014, par la force des baïonnettes. L’ancienne guerrillera a elle-même usé de tous les recours légaux pour se défendre, en vain. Impopulaire et malhabile, Dilma Rousseff s’estime victime d’un« coup d’Etat » fomenté par ses adversaires, par les médias, et en particulier par la télévision Globo, aux ordres d’une élite économique soucieuse de préserver ses intérêts prétendument menacés par la soif d’égalitarisme de son parti, le Parti des travailleurs (PT).

La bête noire d’une partie des Brésiliens

Cette guerre au sommet s’est déroulée sur fond de révolte sociale. Après les « années bonheur » de prospérité économique, d’avancées sociales et de recul de la pauvreté sous les deux mandats de Lula, est venu, dès 2013, le temps des revendications citoyennes. L’accès à la consommation, l’organisation de la Coupe du monde puis des Jeux olympiques n’étaient plus de nature à combler le « peuple ». Il voulait davantage que « du pain et des jeux » : des écoles, des hôpitaux, une police fiable.

Le scandale de corruption à grande échelle lié au groupe pétrolier Petrobras a achevé de scandaliser un pays malmené par une crise économique sans précédent. En plein désarroi, une partie des Brésiliens ont fait du juge Sergio Moro, chargé de l’opération « Lava Jato » (« lavage express »), leur héros, et de la présidente leur bête noire.

L’ironie veut que si la corruption a fait descendre des millions de Brésiliens dans les rues ces derniers mois, ce n’est pas à cause d’elle que tombera Dilma Rousseff. Pire : les artisans de sa chute ne sont pas eux-mêmes des enfants de chœur. L’homme qui a lancé la procédure de destitution, Eduardo Cunha, ancien président de la Chambre des députés, est accusé de corruption et de blanchiment d’argent. La présidente du Brésil est jugée par un Sénat dont un tiers des élus font, selon le site Congresso em Foco, l’objet de poursuites criminelles. Elle sera remplacée par son vice-président, Michel Temer, pourtant censé être inéligible pendant huit ans pour avoir dépassé la limite autorisée de frais de campagne.

Le bras droit de M. Temer, Romero Juca, ancien ministre de la planification du gouvernement intérimaire, a été confondu en mai par une écoute téléphonique datée du mois de mars dans laquelle il réclamait explicitement un « changement de gouvernement » pour barrer la route de l’opération judiciaire « Lava Jato ». S’il n’y a pas coup d’Etat, il y a au moins tromperie. Et les vraies victimes de cette tragi-comédie politiquesont, malheureusement, les Brésiliens.

Em http://www.lemonde.fr/idees/article/2016/08/26/la-triste-ironie-de-la-chute-de-dilma-rousseff_4988341_3232.html

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Revealed: corrupt Brazilian businessman’s UK property splurge

Posted by iscariotes em 3 de agosto de 2016

Fonte: Guardian

A Brazilian businessman who has admitted laundering millions of dollars in bribes went on a 12-month property spending spree in London and Leeds, a Guardian investigation has found.

Expedito Machado – the son of a former senator implicated in the massive corruption scandal at Petrobras – spent £21m on UK real estate in 2014 and 2015, buying office buildings in the City and Fleet Street, an apartment in Mayfair and a canal-side plot in the docklands area of Leeds.

The case potentially ties London property to one of the world’s biggest fraud investigations, called Operation Carwash.

The investigation has already uncovered an estimated $2bn of funds diverted to Brazilian politicians and their allies. The kickbacks came from contractors bidding for work with the country’s state-owned oil and gas giant Petroleo Brasileiro SA, known as Petrobras.

At the heart of the inquiry is Expedito’s father, Sérgio Machado, who turned whistleblower after he left Petrobras’s distribution arm, Transpetro, in 2014.

Machado had been accused of operating a long-running bribery scheme and his evidence to prosecutors, which includes secret tape recordings, has already brought down three ministers. His accusations now risk implicating the interim president, Michel Temer, who took over following the impeachment of Dilma Rousseff in May.

Witness statements by Machado and his sons, who began cooperating with prosecutors in May after negotiating plea-bargains, set out in forensic detail how bank accounts in Switzerland and Andorra, British Virgin Islands shell companies and secretive trusts were used to collect bribes.

The Guardian can now reveal how Expedito Machado usedanother set of offshore structures to move cash into the UK.

The findings raise questions about whether the money used to buy the properties came from kickbacks. Expedito’s witness statement suggests this was the case. His lawyers point out that none of the UK properties are included in a list of assets of supposed illegal origin which are being returned to the Brazilian government. They say the buildings were acquired after Expedito sold one of his businesses.

Lists of offshore companies owned by the family were leaked to the press along with their witness statements in June. Checks against the Land Registry showfour BVI entities set up by Expedito Machado currently hold property in England.

The 31-year-old entrepreneur and finance worker moved to London in 2012. Starting in October 2014, he spent £6m on a freehold in the former docklands area of Leeds.

Three more investments followed – using offshore vehicles linked to multiple bank accounts at Santander:

  • In April 2015, GTD Properties Limited paid £7.2m for the freehold on an office building in Great Winchester Street. In the heart of the City of London, it is currently leased by a bank.
  • In June 2015, CDP Properties Limited, owned by The Noronha Trust, bought the leasehold to a flat on Lowndes Square in Mayfair for £1.8m.
  • In October 2015, PDB Properties Limited, belonging to The Boldro Trust, paid £6.2m for freehold land at Bell Yard, just off Fleet Street. The address is home to a legal chambers, 9-12 Bell Yard, which specialises in fraud cases.

A spokesperson for Santander said the bank could not discuss client information for confidential reasons.

Expedito Machado’s companies are understood to collect thousands of pounds a year in rent from their commercial tenants. There is no suggestion these leaseholders were aware of the identity of the beneficial owners or the source of the offshore companies’ funds.

The money trail

Close to his father and keen to follow him into politics, Expedito began acting as a go-between in 2007, helping collect kickbacks from contractors. His witness statement says his father, after taking up his post at Transpetro when he lost his Senate seat in 2003, was “pressured to obtain illegal funds by politicians who had supported him”.

The majority of the funds was handed over to the Brazilian Democratic Movement Party (PMDB), which nominated Machado to the Transpetro post. But some of the money was set aside to fund his future campaign to become a state governor. It was “his dream”, according to his son.

Over the following five years, the family collected 72m reals (£16.7m) in payments to an account held by HSBC in Zurich. Opened in 2007, the account was controlled by a trust set up by the bank, Expedito claimed.

The cash was transferred from HSBC to another Swiss bank, Julius Baer, in 2013. There, it was held in investment funds.

The following year, Expedito decided to move the proceeds into property. “At the end of 2014, he decided to start making investments in real estate in Europe and was advised by lawyers that the best tax structure would be via a trust,” Expedito’s witness statement claims.

The senator’s son had already moved to London following the sale of an education business he had founded in Brazil.

“With the conclusion of the sale in 2012,” his statement claims, he “changed his residence to London to find a solution to the bribery money that had been deposited in Switzerland”.

“The idea of keeping the resources in a trust was … to have full flexibility in inclusion of new beneficiaries indicated by my father; That our father, even could be included as one of the beneficiaries.”

The money allegedly came from six firms, named in the witness statement, specialising in construction, shipping and engineering. At the time, Machado Sr was overseeing the modernisation of Transpetro’s fleet of ships, a programme that cost billions of reals.

Expedito arranged to meet executives from the contractors at cafes, offices and restaurants in São Paulo and other locations. It was at these encounters that arrangements for the illegal transfers were agreed. In one case, he claimed he travelled to Paris to see a Greek shipping owner at the opulent Hôtel de Crillon, where he allegedly handed over the details of the family’s Swiss account at HSBC.

In another instance, a construction company is alleged to have made a 9m real payment using a shell entity called Desarrollo Lanzarote SA, and bank accounts in the tax haven of Andorra.

Expedito said he had been assured by his father that the payments would not influence the choice of contractor, and would be taken from their profit margins. The system “would maintain good management” at Transpetro, which operates a large shipping fleet, terminals and thousands of kilometers of gas pipelines. “I understand this today to be incompatible,” Expedito’s statement conceded, “but at the time I did not think that way.”

https://www.theguardian.com/world/2016/jul/28/corrupt-brazilian-businessman-expedito-machado-uk-property-splurge

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Wikileaks: EUA criou curso para treinar Moro e juristas

Posted by iscariotes em 6 de julho de 2016

Fonte: Esquerda Diário

O Wikileaks revelou o informe enviado ao Departamento de Estado norteamericano do seminário de cooperação, realizado em outubro de 2009, com a presença de membros seletos da PF, Judiciário, Ministério Público, e autoridades norteamericanas, no Rio de Janeiro. O Wikileaks é um site especializado por vazar documentos internos do governo americano.

O seminário se chamava “PROJETO PONTES: construindo pontes para a aplicação da lei no Brasil”, em que se tratava de consolidar treinamento bilateral de aplicação das leis e habilidades práticas de contraterrorismo. Promotores e juízes federais dos 26 estados brasileiros participaram do treinamento, além de 50 policiais federais de todo o país. A delegação tupiniquim era a maior dentre os participantes, que contava com participantes do México, Costa Rica, Panamá, Argentina, Uruguai e Paraguai.

O memorando relata o “grande entusiasmo” com que os promotores e juízes federais brasileiros se dissiparam dos temores que o termo “contraterrorismo” desperta em amplos setores – nada mais nada menos o novo discurso com que George W. Bush buscava revestir o direito inalienável do imperialismo norteamericano como “polícia do mundo”, depois da queda do Muro de Berlim e o fim da Guerra Fria com a restauração capitalista na ex-União Soviética, e que fundamentou intervenções militares em todo o Oriente Médio na década de 2000 e a reacionária intervenção norteamericana para frear as primaveras árabes de 2011.

Vê-se perfeitamente a intimidade com que a casta jurídica brasileira trata os termos do chefe imperial.

Vai senão quando, em meio ao informe para o Departamento de Estado, entra o relato de ninguém menos que Sérgio Moro, que discorre sobre os “cinco pontos mais comuns acerca da lavagem de dinheiro no Brasil”. Sem detalhes particulares sobre a exposição do chefe da “República de Curitiba”, o informe mostra que houve acalorados debates em que a equipe de treinamento ianque, virtuosos na patifaria, ensinam os pupilos brasileiros e estrangeiros os segredos da “investigação e punição nos casos de lavagem de dinheiro, incluindo a cooperação formal e informal entre os países, confisco de bens, métodos para extrair provas, negociação de delações, uso de exame como ferramenta, e sugestões de como lidar com Organizações Não Governamentais (ONGs) suspeitas de serem usadas para financiamento ilícito“.

Na seção “Resultados”, o informe da equipe lembra a harmonia que se estabelece quando o tutor dedicado se depara com o aprendiz atento. Lê-se que “os participantes requisitaram treinamento adicional, sobre a coleta de evidências, entrevistas e interrogatório, habilidades usadas nos tribunais”. Este interesse subserviente se explicaria pelo fato de que “a democracia brasileira não alcança 20 anos de idade. Assim, os juízes federais, promotores e advogados brasileiros são iniciantes no processo democrático, não foram treinados em como lidar com longos processos judiciais […] e se encontram incapazes de utilizar eficazmente o novo código criminal que foi alterado completamente”.

Haveria que verificar a opinião dos participantes sobre esta cortês acusação de estupidez por parte dos chefes ianques. Se damos crédito ao informe, aos juristas e promotores brasileiros pouco importava a desconsideração vinda do norte, contanto que “consentissem em ensinar as novas ferramentas, que estão ansiosos em aprender”. Duas metades se completavam. Como dizia o russo Tchernichevsky, um fósforo é frio, assim como o lado de fora da caixa em que é riscado, mas juntos produzem o fogo que aquece a humanidade. Essa é a síntese das relações entre os Estados Unidos e o Poder Judiciário brasileiro.

E para completar a trama atual se desenvolvendo em determinada passagem do documento o informe pede para ministrar cursos mais aprofundados nos seguintes locais: Curitiba, São Paulo e Campo Grande. É de estranhar agora os procedimentos dá chamada “República de Curitiba”?

O relatório se conclui com a idéia de que “o setor judiciário brasileiro claramente está muito interessado na luta contra o terrorismo, mas precisa de ferramentas e treinamento para empenhar forças eficazmente. […] Promotores e juízes especializados conduziram no Brasil os casos mais significativos envolvendo corrupção de indivíduos de alto escalão”. Não admira que, durante estes últimos anos, a cooperação com os Estados Unidos, e mesmo sem ela, tenha incrementado o conhecimento do Judiciário e do Ministério Público acerca dos principais casos de corrupção no país.

Em http://www.esquerdadiario.com.br/Wikileaks-EUA-criou-curso-para-treinar-Moro-e-juristas

 

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Imprensa alemã vê “derrota” e “declaração de falência” de um país

Posted by iscariotes em 12 de maio de 2016

Fonte: DW

A aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo Senado é um dos principais destaques da imprensa europeia nesta quinta-feira (12/05).

Com o título “Um país perde”, o site Spiegel Online afirma que “o drama em torno da presidente é um vexame para um país afundado na crise”. Para o correspondente Jens Glüsing, “o grande e orgulhoso Brasil terá que se resignar a, no futuro, ser citado por historiadores ao lado de Honduras e Paraguai – e não só por causa de apresentações bizarras de seus representantes populares. Também em Honduras e Paraguai, presidentes eleitos foram afastados de forma questionável do cargo.”

Para ele, o “espetáculo indigno” apresentado pelos políticos brasileiros “prejudicou de forma duradoura as instituições e a imagem do país”. O jornalista afirma que Dilma não está sendo acusada de nenhum crime, a não ser que se considere a maquiagem orçamentária uma infração. “Mas aí todos os seus antecessores e também muitos governadores teriam de ser expulsos do cargo.”

Na análise do semanário Die Zeit, o afastamento de Dilma é “a declaração de falência do Brasil”. O jornalista Michael Stürzenhofecker afirma que o país queria se apresentar como uma nação moderna com os Jogos Olímpicos, mas o processo de afastamento de Dilma é um “recuo nos velhos tempos” e também os 31º Jogos não serão realizados numa “democracia sem máculas”.

“O processo contra Rousseff não é jurídico, mas político”, afirma o jornalista, que lembra a baixa popularidade de Dilma e a sua falta de apoio político. “O que mais move as pessoas, porém, é a casta política corrupta. O paradoxal nisso é que Rousseff precisa sair porque atacou o problema. Os investigadores da Lava Jato acusaram muitos de seus partidários. Também ela foi investigada, mas nada foi provado.”

Por fim, a análise lembra que há muitos acusados de corrupção entre aqueles que afastaram a presidente e elogia Dilma por ter deixado os investigadores agirem com relativa liberdade, sem interferir. “Isso é incomum para uma líder política que enfrentou uma pressão desse tamanho.” Para o jornalista, o processo todo “é uma derrota para o Brasil, e a recém-adquirida confiança nas instituições e na democracia está abalada. Com o impeachment, o país está a caminho de se tornar a maior república de bananas do mundo”.

No Süddeutsche Zeitung, a análise “Estes homens derrubaram a presidente” apresenta uma relação de todos os envolvidos no processo. “Na opinião de muitos juristas, as acusações são tênues, muitos chefes de Estado antes de Rousseff agiram de forma semelhante e não foram afastados do cargo. A queda de presidente é muito mais o resultado de intrigas políticas, costuradas pelos adversários de Rousseff.”

Em seguida, o jornalista Benedikt Peters apresenta o vice-presidente Michel Temer como o grande vencedor do processo e lembra que personagens-chave do impeachment, como o deputado Eduardo Cunha, são, “ao contrário de Rousseff”, acusados de corrupção.

O Frankfurter Allgemeine Zeitung analisa o processo como “uma marcante guinada à direita” e afirma que “o sucessor Michel Temer precisa carregar um peso enorme no chão de uma legitimidade frágil”. O jornalista Matthias Rüb afirma que o país necessita urgentemente de estabilidade política e lembra os problemas da economia brasileira.

Para ele, a herança do PT não é grandiosa depois de quase 13 anos de domínio, e o partido deve assumir a responsabilidade pelo atual desastre. Ainda assim, e apesar da grande recessão, “o maior país da América Latina está longe de se transformar num Estado mafioso e falido como a Venezuela”, e o combate à pobreza é uma conquista permanente.

Para o jornalista, o Brasil tem divisas suficientes, e os setores primário e secundário são estáveis. “Uma mudança rápida para melhor é possível. Mas, para isso, é necessário estabilidade política e disposição para reformas da parte do presidente interino, Michel Temer. Que Rousseff e os grandes do PT continuem falando de golpe e anunciem oposição contínua também fora das instituições políticas é algo irresponsável”, comenta.

Em http://www.dw.com/pt/imprensa-alem%C3%A3-v%C3%AA-derrota-e-declara%C3%A7%C3%A3o-de-fal%C3%AAncia-de-um-pa%C3%ADs/a-19251950

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Brazil’s former top judge hid price he paid for Miami condo

Posted by iscariotes em 13 de abril de 2016

Fonte: Miami Herald

BY NICHOLAS NEHAMAS AND ANDRÉ SHALDERS

When Brazilian news outlets found out then-Supreme Court chief justice Joaquim Barbosa had bought a Brickell condo in 2012, they asked the well-respected jurist how much he paid.

Barbosa refused to say.

The problem? In Florida, real-estate sales are public.

But not Barbosa’s.

Miami-Dade County property records seemed to suggest the 61-year-old paid a big, fat zero for his one-bedroom condo at Icon Brickell, one of the trendy neighborhood’s best-known condo towers.

Documentary stamp taxes must be paid on property sales. In Miami-Dade, the tax amounts to 60 cents for every $100 paid for the property. Sales prices aren’t listed on deeds — but they can be calculated from the tax.

The deed for Barbosa’s unit lists no tax. (Even when someone gives their property away to a family member, they pay a nominal tax.)

As it turns out, Barbosa didn’t get the apartment for free. The unit’s seller sent the Miami Herald a contract showing Barbosa paid $335,000 in cash. The tax on that sale would have amounted to about $2,000.

Three real-estate attorneys consulted by the Miami Herald could see no reason why Barbosa wouldn’t be subject to the tax.

“This is a very unusual deed,” said one of the attorneys, Joe Hernandez of South Florida law firm Weiss Serota.

It’s not clear why the Florida Department of Revenue didn’t flag the nonpayment and impose a fine. A spokeswoman said the department could not comment on individual cases.

Details of Barbosa’s purchase came to light after a massive leak of documents from inside Panamanian law firm Mossack Fonseca. The leak has been dubbed the “Panama Papers.”

MF sets up offshore companies for the world’s wealthiest people. Four of its employees have been charged as part of a massive corruption scandal over graft at Brazil’s state oil company. Prosecutors allege that the firm set up offshore shell companies to help politicians launder bribes. MF has denied any wrongdoing and calls its Brazil office an independent franchise.

Barbosa has never been accused of corruption. The first black judge to sit on Brazil’s Supreme Court after his appointment in 2003, he was mentioned as a possible candidate for president when he retired two years ago.

During his tenure on the court, he gained widespread respect for overseeing a case that saw more than 20 people convicted of corruption, including senior politicians from the governing Workers’ Party, the BBC reported.
Offshore angle

The Mossack Fonseca files show Barbosa set up an offshore company called Assas JB1 to buy Florida real estate in mid-2012, according to leaked emails between his Miami attorney, Diane Nobile, and firm employees. The company was registered in the British Virgin Islands, a Caribbean tax haven that doesn’t identify corporate owners in public records.

Days later, Barbosa bought the Icon Brickell unit using a Florida company called Assas JB. Even though the price he paid was secret, Barbosa did not hide his role in the transaction. He is listed in Florida public records as the president of Assas JB.

Foreign nationals who own properties in the United States through offshore companies pay significantly lower estate-tax rates in the United States than if they owned them personally.

In an emailed statement, Barbosa denied any wrongdoing. He said the title company that handled the transaction should have paid the stamp tax. The company, Casalina Title, of Fort Lauderdale, did not respond to requests for comment.

And Barbosa said he didn’t hide the unit’s sales price, which was recorded on the Multiple Listing Service, a private property database for real-estate agents.

“Any real-estate broker with access to the MLS system can check the amount paid for my property in 2012 and its current market value,” he wrote.

A person at the office of Barbosa’s Miami attorney, Diane Nobile, hung up the phone three times when the Miami Herald called to ask about the sale.

Earlier this year, real-estate website Zillow listed the 790-square-foot condo as available to rent for $2,700 per month.

Em http://www.miamiherald.com/news/business/real-estate-news/article69248772.html

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