Entulho

Distinguindo o trágico do supérfluo

Avião da UFMG bate recordes de velocidade

Posted by iscariotes em 2 de setembro de 2015

Fonte: Meio Bit

O Anequim pesa menos que a maioria dos blogueiros. Seu nome vem do tubarão, mas suas linhas são muito mais aerodinâmicas. Suas asas de fibra de carbono são construídas com precisão de 0,002 polegadas. Geram 1/3 do arrasto de um Cessna.

Ao contrário da maioria dos aviões experimentais essa beleza que deixaria Howard Hughes sexualmente excitado foi toda projetada em computador, os moldes dos painéis e as peças feitas em máquinas CNC. O motor, um Lycoming IO-360 é um dos mais comuns na aviação de pequeno porte. Lançado em 1955, é do tempo dos carburadores e magnetos, produzindo modestos 180 hp.

Ele foi modificado para funcionar com injeção eletrônica, controle de disparo, aumentaram a compressão dos cilindros e deixaram pra trás o limite de 2.700 RPM. A versão customizada e tunada entrega uma potência de 280 Harry Potters.

O objetivo do Anequim é bater os recordes da categoria, de aviões de quatro cilindros e na sua faixa de peso — 330 kg — metade disso motor. Mais de 500 km/h é uma meta respeitável, poucos aviões a pistão no mundo chegam a isso.

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O Anequim existe por causa do sonho de um brasileiro voador. Não, não o Santos Dumont, está mais pra Kelly Johnson. O brasileiro em questão? Paulo Iscold (à dir.), Professor de Engenharia Aeronáutica da Universidade Federal de Minas Gerais.

Mordido pelo bicho da aviação aos 10 anos de idade, Paulo direcionou sua carreira para o alto, tendo trabalhado na Red Bull (aquela empresa de energéticos que tem um programa espacial melhor que o nosso). Seu mentor foi um amigo do pai, Cláudio Barros, Professor de Engenharia da UFMG e que em 1963 construiu o primeiro planador brasileiro, usando como base o único livro de design aeronáutico que achou na biblioteca da universidade.

Paulo Iscold foi tão chato que quando Cláudio estava pra se aposentar Paulo o convenceu a ficar na UFMG até ele se formar.

Na Academia existe uma separação onde quem faz é mal-visto, mas Cláudio e Paulo não compraram esse peixe. A filosofia era aprender fazendo, e ainda estudante Cláudio desafiou Iscold a quebrar um recorde mundial atingido pelo AR-5, avião mais rápido na categoria, voando a mais de 340 km/h.

Como aqui é Brasil, Cláudio Barros entrou com US$ 500,00 do próprio bolso, um amigo do Iscold deu metade do salário (US$ 150,00) como um investimento inicial, e depois de vários anos nasceu o 308, antecessor do Anequim. Recordes foram quebrados, missão dada é missão cumprida.

Construído e projetado por alunos de mestrado e graduação da UFMG, supervisionados por Paulo Iscold, o Anequim fez seu primeiro vôo no final do ano passado, e agora foi levado ao limite. O resultado? Cinco recordes mundiais batidos:

Velocidade em percurso de 3 km com altitude restrita: 521,08 km/h
Recorde anterior: 466,83 km/h

Velocidade em percurso de 15 km: 511,19 km/h
Recorde anterior: 455,8 km/h

Velocidade em percurso fechado de 100 km: 490,14 km/h
Recorde anterior: 389,6 km/h

Velocidade em percurso fechado de 500 km: 493,74 km/h
Recorde anterior: 387,4 km/h

Tempo para atingir 3.000 m de altitude: 2 minutos e 26 segundos
Recorde anterior: 3 minutos e oito segundos

Aqui o primeiro vôo dele:

Em http://meiobit.com/325343/anequim-aviao-projetado-na-ufmg-bate-recordes-de-velocidade/

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