Entulho

Distinguindo o trágico do supérfluo

Archive for abril \23\UTC 2013

Presidente de Nestlé: «El agua no es un derecho; debería tener un valor de mercado y ser privatizada»

Posted by iscariotes em 23 de abril de 2013

Fonte: Abadia Digital

Peter Brabeck-Letmathe, un empresario austríaco que desde el año 2005 ejerce como presidente del grupo Nestlé, considera que se debería privatizar el suministro de agua para que como sociedad tomáramos consciencia de su importancia y acabásemos con el malbaratamiento que se produce en la actualidad.

Unas palabras las suyas que provocan cierto estupor, máxime si se tiene en cuenta que Nestlé es el líder mundial en la venta de agua embotellada. Un sector éste que le reporta el 8% de sus ingresos totales, que en el 2011 ascendieron hasta los 68.580 millones de euros.

Pero Brabeck ha salido al paso de estas y otras críticas para remarcar que el hecho de que mucha gente tenga la percepción de que el agua es gratuita hace que en demasiadas ocasiones no se le dé el valor que tiene y se malgaste. De ahí que sostenga que los gobiernos deben garantizar que cada persona disponga de 5 litros de agua diaria para beber y otros 25 litros para su higiene personal, pero que el resto del consumo se tendría que gestionar siguiendo criterios empresariales.

A pesar del rechazo que provocan sus postulados, hace tiempo que los defiende sin miramientos, con entrevistas como ésta que aparece en el siguiente vídeo en la que califica de extremistas a las ONG que sostienen que el agua debería ser un derecho fundamental.

En su opinión, el agua debería ser tratada como cualquier otro bien alimenticio y tener un valor de mercado que viniera establecido por la ley de la oferta y la demanda (!!!). Sólo de esta manera, apunta, emprenderíamos acciones para limitar el consumo excesivo que se da en estos momentos. Toda un alma caritativa el señor Peter Brabeck-Letmathe.

Em http://www.abadiadigital.com/presidente-de-nestle-el-agua-no-es-un-derecho-deberia-tener-un-valor-de-mercado-y-ser-privatizada/

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Andaluzia decreta função social da propriedade e expropria bancos

Posted by iscariotes em 16 de abril de 2013

Fonte: Esquerda.net

Plataforma Afectados pelas hipotecas, M12M, e outros movimentos mais localizados, que colocam milhares de pessoas nas ruas pelo direito à habitação, organizam ações de solidariedade e de resistência aos despejos, ocupam casas, ocupam bancos, denunciam as dívidas abusivas que as pessoas foram obrigadas a contrair para aceder a uma habitação. Demonstram que com o desemprego e com a crise chegaram a um limite, à exaustão, e não podem continuar a aceitar uma política que usa a habitação como uma forma de saque e de espoliação das famílias que, para conseguirem aceder a este direito fundamental têm que pagar preços elevadíssimos e se endividar para a vida. Com esta política apenas lucraram os investidores imobiliários e a banca que reduziram a habitação a um produto financeiro, a um objeto de especulação. Nesse processo conseguiram apresentar uma iniciativa legislativa popular com três propostas: que a entrega da casa salde a dívida, que as pessoas se mantenham nas casas como arrendatárias a um preço acessível e que estas propostas tenham efeitos retroativos para quem já ficou sem casa.

Esta pressão está a gerar frutos. O governo regional da Andaluzia constituído em acordo político pela Izquierda Unida e PSOE, anuncia através de consejera Elena Cortés (IU) um decreto de lei que pretende fazer efetiva a função social da propriedade e parar os despejos em nome do direito humano à habitação. As principais medidas desta lei são a expropriação temporária das casas cujas famílias estejam em risco de exclusão social devido à execução da hipoteca, evitando assim o despejo, assim como fazer um levantamento efetivo das casas desabitadas que são de entidades financeiras e imobiliárias, incentivando à colocação destas no mercado de arrendamento, ou a sanções que podem ir até aos 9.000 euros de coima por a casa estar vazia.

É um passo importante que vem criar finalmente alguns limites às entidades financeiras. Tornar a Andaluzia livre de despejos é, na conjuntura actual uma vitória. Em vez da primazia da propriedade privada que atualmente insiste em sobrepor-se a todos os outros direitos, assume-se como desígnio a função social da propriedade e que a habitação é um direito humano que não pode ser violado.

A guerra não está ganha, mas estas medidas criam um precedente que será importante para muitos outros lugares e para uma outra forma de pensar. Muito será feito para tentar revogar tal medida, provavelmente os lóbis financeiros e o governo central contorcem-se neste momento a encontrar forma de reverter a situação. A luta e a persistência do movimento foram fundamentais para este avanço e continuam a ser necessárias para defender a concretização efetiva de medidas com este espírito.

Há grandes semelhanças entre a realidade do mercado de habitação do estado espanhol e Portugal: uma política urbanística assente na máxima construção, na promoção do endividamento que acompanhou de forma linear a especulação sobre o preço dos terrenos e da habitação. O saldo é o excesso de construção, casas com preço muito acima do que deveria ser o seu real valor, milhares de famílias muito endividadas, lucros fabulosos de especuladores e da banca, um mercado de arrendamento débil e quase um milhão de casas vazias, grande parte de fundos de investimento. Agora, com a crise e o aumento do desemprego, muitas são as famílias que deixam de conseguir pagar o empréstimo, e tal como nos estado espanhol, muitas deles terão também uma dívida para pagar mesmo depois de perder a casa. Também aqui uma luta social se torna necessária e medidas corajosas que venham impedir os despejos, em nome do direito humano à habitação.

Em http://www.esquerda.net/opiniao/andaluzia-decreta-fun%C3%A7%C3%A3o-social-da-propriedade-e-expropria-bancos/27478

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Em 2012 os bancos espanhóis despejaram pelo menos 115 famílias por dia

Posted by iscariotes em 13 de abril de 2013

Fonte:Público

Há vários despejos por dia nas grandes cidades espanholas e disso ninguém podia duvidar. Mas até agora não havia uma contabilidade precisa: os números mais fiáveis eram os da Plataforma de Afectados pelas Hipotecas (PAH), que luta contra os despejos e que regista desde 2007 mais de 400 mil execuções hipotecárias. Os bancos, por seu turno, disseram em Dezembro que desde 2008 tinha havido menos de 8 mil despejos de habitação principal por execução hipotecária.

Esta quinta-feira ficou a saber-se que em 2012 os bancos ficaram com pelo menos 30.034 primeiras habitações por falta de pagamento dos empréstimos: ou seja, houve em média 115 despejos por dia.

Os novos números são da associação de advogados que registram propriedades e baseiam-se num inquérito feito às suas delegações em todo o país, ao qual responderam 85%. Para além dos números de despejos, sabe-se agora também que a esmagadora maioria das execuções hipotecárias visam a primeira casa (77%) e que apenas 36,86% dos despejados são estrangeiros. A comunidade de Madrid é a mais afectada, seguindo-se a Andaluzia, Valença e Catalunha.

Precisamente na Andaluzia, uma das regiões espanholas mais afectada pela crise (tem a maior taxa de desemprego do país), entra sexta-feira em vigor um decreto aprovado pelo governo regional que prevê multar bancos e imobiliárias que não arrendem casas vazias e expropriar estas casas aos seus proprietários para que nelas possam viver as famílias despejadas e ameaçadas de despejo.

O Governo de Mariano Rajoy diz duvidar da legalidade da medida, mas a Junta da Andaluzia vai mesmo avançar e pediu a Madrid que organize uma conferência sobre despejos com todos os governos regionais para que os andaluzes possam explicar o seu decreto de “medidas para assegurar o cumprimento da função social da habitação”.

Numa conversa com jornalistas no parlamento, a vereadora do Fomento e Habitação andaluza, Elena Cortés (Esquerda Unida), afirmou ter “segurança plena como a lua cheia” em relação à constitucionalidade do decreto. Cortés pediu ainda ao Governo que avance no mesmo caminho aproveitando a “oportunidade de ouro” que seria aprovar a iniciativa de legislação popular apresentada ao Congresso pela PAH.

Entregue aos deputados depois de recolhidas 1,4 milhões de assinaturas (bastavam 500 mil), a legislação preconizada pela PAH inclui o perdão da dívida, arrendamentos sociais, paralisação dos despejos e várias mudanças na lei das hipotecas espanhola (que o Tribunal Europeu de Justiça determinou em Março permitir “cláusulas abusivas” nas hipotecas e violar uma directiva da UE sobre a protecção dos consumidores).

A legislação até foi debatida em comissão, mas o Partido Popular de Rajoy já decidiu que não deixará a discussão chegar a plenário, recusando uma petição dos outros partidos para que isso acontecesse. Soraya Rodríguez, porta-voz da bancada do Partido Socialista, descreveu a recusa como uma “armadilha inaceitável” do PP, que governa com maioria absoluta há um ano e meio, ao aceitar admitir a discussão da iniciativa para depois a matar assim, com uma “conclusão em falso”.

Na verdade, já não estamos a falar da iniciativa da PAH, mas da lei antidespejos em que os populares dizem ter integrado algumas das medidas que esta previa. Segundo disse na terça-feira a deputada socialista, as emendas do PP ao documento da PAH “fizeram desaparecer” a iniciativa de legislação popular.

Em http://www.publico.pt/mundo/noticia/em-2012-os-bancos-espanhois-despejaram-pelo-menos-115-familias-por-dia-1590990#comments

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Produtividade no setor público supera a do setor privado

Posted by iscariotes em 10 de abril de 2013

Fonte: Carta Maior

A administração pública é mais produtiva do que o setor privado. Essa foi uma das conclusões a que chegou o estudo Produtividade na Administração Pública Brasileira: Trajetória Recente, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. O Ipea avaliou a evolução da diferença de produtividade entre esses dois setores entre 1995 e 2006.

“Em todos os anos pesquisados, a produtividade da administração pública foi maior do que a registrada no setor privado. E essa diferença foi sempre superior a 35%”, afirmou o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, ao divulgar o estudo. “No último ano do estudo [2006], por exemplo, a administração pública teve uma produtividade 46,6% maior [do que a do setor privado]. O ano em que essa diferença foi menor foi 1997, quando a pública registrou produtividade 35,4% superior à da privada”.

O estudo diz que entre 1995 e 2006 a produtividade na administração pública cresceu 14,7%, enquanto no setor privado esse crescimento foi de 13,5%. “Há muita ideologia e poucos dados nas argumentações de que o Estado é improdutivo, e os números mostram isso: a produtividade na administração pública cresceu 1,1% a mais do que o crescimento produtivo contabilizado no setor privado, durante todo o período analisado”.

Segundo o Ipea, a administração pública é responsável por 11,6% do total de ocupados no Brasil. No entanto, representa 15,5% do valor agregado da produção nacional. “A produção na administração pública aumentou 43,3% entre 1995 e 2006, crescimento que ficou mais evidente a partir de 2004. No mesmo período, os empregos públicos aumentaram apenas 25%. Isso mostra que a produtividade aumentou mais do que a ocupação”, argumentou o presidente do Ipea. “Esse estudo representa a configuração de uma quebra de paradigma, porque acabou desconstruindo o mito de que o setor público é ineficiente”, defendeu Pochmann.

Entre os motivos que justificariam o aumento da eficiência produtiva da administração pública, Pochmann destacou as recentes inovações, principalmente ligadas às áreas tecnológicas que envolvem Informática; os processos mais eficientes de licitação; e a certificação digital, bem como a renovação do serviço público, por meio de concursos.

O presidente do Ipea lembrou ainda que as administrações estaduais que adotaram medidas de choque de gestão, como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, não constam entre aquelas com melhor desempenho na produtividade. “Ou tiveram ganho muito baixo, ou ficaram abaixo da média de 1995 a 2006”, afirmou, ressalvando que essa comparação não era objetivo do estudo, mas foi uma das conclusões observadas.

Em http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16123

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Finlândia: a melhor educação do mundo é 100% estatal, gratuita e universal

Posted by iscariotes em 4 de abril de 2013

Fonte: Blog do Tarso

A Finlândia tem a melhor educação do mundo. Lá todas as crianças tem direito ao mesmo ensino, seja o filho do empresário ou o filho do garçom. Todas as escolas são públicas-estatais, eficientes, profissionalizadas. Todos os professores são servidores públicos, ganham bem e são estimulados e reconhecidos. Nas escolas há serviços de saúde e alimentação, tudo gratuito.

Na Finlândia a internet é um direito de todos.

A Finlândia se destaca em tecnologia mais do que os Estados Unidos da América.

Sim, na Finlândia se paga bastante impostos: 50% do PIB.

O país dá um banho nos Estados Unidos da América em matéria de educação e de não corrupção.

Na Finlândia se incentiva a colaboração, e não a competição.

Mas os neoliberais-gerenciais, privatistas, continuam a citar os EUA como modelo.

Difícil o Brasil chegar perto do modelo finlandês? Quase impossível. Mas qual modelo devemos perseguir? Com certeza não pode ser o da privatização.

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Em http://blogdotarso.com/2013/03/28/finlandia-a-melhor-educacao-do-mundo-e-100-estatal-gratuita-e-universal/

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