Entulho

Distinguindo o trágico do supérfluo

Archive for junho \26\UTC 2012

Fotos exclusivas de novos geoglifos descobertos na Amazônia

Posted by iscariotes em 26 de junho de 2012

Fonte: Terra Magazine

Altino Machado

Pesquisadores descobriram mais 20 geoglifos durante sobrevoo nas margens da BR-317, entre os estados do Acre e Amazonas, o que eleva para mais de 300 a ocorrência dessas formas geométricas no solo da Amazônia Ocidental, localizadas principalmente nas bordas de planaltos nos vales dos afluentes a sudeste do Rio Purus.

Geoglifo “complexo”, com caminhos paralelos, delimitados por muretas, situado a aproximadamente 20 quilômetros de Boca do Acre

Os geoglifos são estruturas arqueológicas com desenhos geométricos de vários formatos (linhas, quadrados, círculos, animais e até formas humanas), existentes em diversas partes do mundo. No Acre, só se tornaram visíveis após a derrubada da floresta. Segundo os estudiosos, os “desenhos” descobertos na Amazônia Ocidental são obras de povos antigos e desconhecidos.

Alguns geoglifos têm idade presumida de até dez mil anos e chegam a medir centenas de metros de diâmetro. No Acre, começaram a ser descobertos em pesquisas arqueológicas no final dos anos 1970.

O Blog da Amazônia obteve com exclusividade duas imagens da nova descoberta de geoglifos. A primeira é de um geoglifo considerado “complexo” pelos pesquisadores, com caminhos paralelos, delimitados por muretas, situado a aproximadamente 20 quilômetros de Boca do Acre (AM), na margem direita do Rio Purus.

A segunda imagem, é de um geoglifo quadrado duplo, na margem direita da BR-317, próximo da divisa Acre-Amazonas, na bacia do Rio Iquiry, onde aparece formação de pastagem e as árvores de castanheiras mortas ainda em pé.

Geoglifo quadrado duplo, na margem direita da BR-317, próximo da divisa Acre-Amazonas, na bacia do Rio Iquiry, onde aparece a formação de pastagem e as árvores de castanheiras mortas ainda em pé

A descoberta, registrada na semana passada, aconteceu 10 dias antes da realização de um simpósio internacional de arqueologia que comemora os 35 Anos de descobertas dos geoglifos, a ser realizado de 27 a 30 de junho no Centro Cultural do Tribunal de Justiça, em Rio Branco (AC).

O seminário reúne pesquisadores do Brasil, Finlândia, Espanha, Inglaterra, Escócia e EUA. Eles vão expor estudos da presença humana de 2 mil anos na região, além de aspectos científicos, culturais, legais, com enfoque na preservação do patrimônio histórico do legado, e turísticos, com vistas à sustentabilidade das ocorrências arqueológicas.

Na semana passada, uma decisão liminar da Justiça Federal do Acre determinou que o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) realize, no prazo de seis meses, o tombamento dos geoglifos.

O Ministério Público Federal do Acre recorreu à Justiça pelo tombamento dos geoglifos para que sejam incorporados ao patrimônio cultural brasileiro, protegendo-os da destruição que poderia ser causada por atividades de exploração, plantios, construção de estradas, entre outras atividades.

O Iphan no Acre anunciou que pretende recorrer da decisão por considerar insuficiente o tempo concedido para tombamento, embora a pressão do MPF nesse sentido já dure quase cinco anos.

Para o superintendente do Iphan no Acre, DeyvessonGusmão, a ação do MPF é desnecessária porque os geoglifos já estão protegidos pela Constituição por serem patrimônios na União e serem considerados parte integrante patrimônio cultural brasileiro.

Datações radiocarbônicas sugerem que a ocupação dos geoglifos ocorreu entre 2 mil e 700 anos e que “a construção desses aterros geométricos pode ter sido um fenômeno regional compartilhado, especialmente entre os povos Arawak e os Tacana, por eles usados para reuniões, atividades religiosas e, em alguns casos, como locais de moradia”.

As pesquisas sobre geoglifos são liderada pela arqueóloga Denise Schaan (Universidade Federal do Pará), Martti Pärssinen (Instituto Iberoamericano de Finlândia) Sanna Saunaluoma (Universidade de Helsinki), Alceu Ranzi (Universidade Federal do Acre), Miriam Bueno (Universidade Federal de Goiás e Antonia Barbosa (Universidade Federal do Pará).

O II Simpósio Internacional Arqueologia da Amazônia Ocidental – Geoglifos do Acre – 35 Anos de Descobertas, vai homenagear Ondemar Ferreira Dias Jr. e Franklin Levy. Foram os dois arqueólogos que realizaram a descoberta dos geoglifos no Acre, durante uma expedição em 1977.

Naquela expedição, o estudante de Geografia da Universidade Federal do Acre, Alceu Ranzi, trabalhou como auxiliar de campo. Posteriormente, em 1986, Ranzi voltou a se encantar pelos geoglifos ao observar da janela de um Boeing as formas geométricas desenhadas no chão de uma fazenda que havia substituído a cobertura florestal pelo pasto.

O relato de Ondemar Ferreira Dias Jr., Franklin Levy e Alceu Ranzi – “As primeiras pesquisas arqueológicas no Acre” – abre o simpósio no dia 27, às 20h, na capital do Acre.

Em http://terramagazine.terra.com.br/blogdaamazonia/blog/2012/06/26/fotos-exclusivas-de-novos-geoglifos-descobertos-na-amazonia/

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International development aid going to private companies

Posted by iscariotes em 22 de junho de 2012

Fonte: The Bureau of Investigative Journalism

Last year world leaders gathered at the Fourth High Level Forum on Aid Effectiveness in Busan, South Korea to discuss the future of international aid. Amongst the negotiations and political wrangling there was one message that governments appeared to agree on: that the most effective and fairest way to administer international aid would be to hand control over to recipient governments. However, despite this apparent consensus, new research shows that donor governments are continuing to invest public money into private companies, many of which are based in affluent, developed countries.

A new report by the European Network on Debt and Development (Eurodad) has examined around $30 billion of private sector investments in the world’s poorest countries. The donations were made by European governments, the European Investment Bank (EIB) and the World Bank, among others.

Almost half of these investments went to firms based in OECD countries. Many of these are major companies, around 40% of those examined by Eurodad, were listed in some of the world’s largest stock exchanges.

UK based companies are not missing out. Out of the top 15 investments from the EIB and the World Bank International Finance Corporation (IFC), two are investments to UK domiciled companies: Helios Towers and Vodafone Ghana.

By comparison, only 25% of companies supported by the EIB and IFC were domiciled in developing countries.

What is more, Eurodad’s research found many of the biggest investments in international aid are in fact going to firms based in tax havens.

The report went further.  It found that 50% of aid given by the EIB was given through financial sector intermediaries. Giving to financial insitutions reduces transaction costs and can facilitate investments in micro, small and medium enterprises. However, these financial intermediaries include banks, hedge funds and private equity funds and many have extremely opaque reporting systems.  The result? It’s very hard to track how money is being invested.

Leverage
Development Finance Institutions (DFI) and aid agencies argue that private sector companies can leverage more finance from their investments than development institutions could mobilise alone.

But Jeroen Kwakkenbos, Eurodad’s private finance analyst and author of the report, disagrees. He argues that the term leverage is too vague and results are not clear-cut.

‘Private investment where it’s needed and appropriate can be valuable, but there is little evidence that donors and international institutions have a clear plan. Too much public money ends up supporting rich country firms. Too little goes to nurture the domestic private sector in the world’s poorest countries,’ he said.

Eurodad predicts that by 2015 around a third of all external public finance going to developing countries will be handed to private sector companies.

Em http://www.thebureauinvestigates.com/2012/05/30/international-development-aid-going-to-private-companies/

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Tarso desprivatiza rodovias e promete reduzir pedágios no Rio Grande do Sul

Posted by iscariotes em 22 de junho de 2012

Fonte: Brasil Atual

São Paulo – Em iniciativa inédita no país, o governo Tarso Genro (PT) decidiu retomar a administração de todas as rodovias do Rio Grande do Sul que, desde 1996, estão nas mãos de concessionárias privadas. São 1.500 quilômetros de estradas (entre estaduais e federais) cujos contratos de concessão vencem em 2013 e não serão renovados. Com a medida o governo gaúcho espera reduzir as tarifas de pedágio e até extinguir algumas praças, ao mesmo em que promete realizar um amplo programa de melhorias.

Segundo acordo firmado ontem (19) em Brasília, entre o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, o secretário gaúcho de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, e o Chefe da Casa Civil do Governo do Rio Grande do Sul, Carlos Pestana, as rodovias federais passarão para a gerência do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT). As estaduais serão administradas pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), cuja criação foi aprovada na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul na semana passada.

De acordo com a assessoria da Secretaria de Infraestrutura e Logísitca, a EGR instalará pedágios comunitários nas estradas estaduais, com preços “muito menores” do que os existentes. Os valores ainda não foram definidos. Nas praças já instaladas a partir do novo modelo, cobra-se entre R$ 4,00 e 4,50, para veículos de passeio, enquanto nas praças privados a média é de R$ 6,70. As rodovias federais, por sua vez, depois da reversão, serão gratuitas.

A decisão foi tomada após a avaliação de que o modelo da concessão no estado – que acompanhou o processo generalizado de privatizações durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – teve maus resultados nos últimos 14 anos. De acordo com a Secretaria de Infraestrutura e Logística do estado, o cenário viário do Rio Grande do Sul é de estradas com acesso custoso e com necessidade de expansão.

Os contratos só preveem manutenção, e não aumento de vias, construção de viadutos nem investimentos em ampliação. No entanto, os preços são altos. A privatização das rodovias foi realizada durante a gestão do então governador Antônio Britto, pelo PMDB, e foi duramente criticada pela oposição que o PT fazia à época.

Para Albuquerque, foi uma escolha de estado equivocada. “As empresas não têm culpa. Aderiram a uma proposta de um governo de cabeça curta, porque não foi capaz de projetar o crescimento de frota e de economia ao longo dos anos. Então hoje nós pagamos tarifas de quem anda em autoestrada para andar em estrada de pista simples”, disse ele.

As concessionárias tentaram negociar obras com o governo, propondo diminuição de tarifas em troca da prorrogação do contrato por mais onze anos, segundo Albuquerque. “Nós decidimos não aceitar. Não pode ter tido um ataque de benevolência das concessionárias no último ano”, comentou.

O poder concedente é do Rio Grande do Sul, segundo ele. São 1.200 km de rodovias federais, delegadas ao estado em 1996 e que agora voltam ao Governo Federal. Albuquerque destacou que haverá um esforço para que as condições das estradas não piorem sem a cobrança de pedágios.

“Governo Federal e Estadual atuarão conjuntamente no encerramento dos contratos”, afirmou.  São 900 km de rodovias estaduais, do quais 300 fazem parte do Programa Estadual de Concessão Rodoviária. Ao final do contrato, as praças de pedágios, atualmente administradas por nove concessionárias, serão revertidas em patrimônio ao Rio Grande do Sul.

Os contratos acabam entre junho e dezembro de 2013. Até lá, Estado e União terão de concluir os programas de gestão para as rodovias. “É um desafio que tanto o DNIT quanto nós teremos. Vamos trabalhar em cima de projetos. Há muitas estradas no Rio Grande do Sul que exigem ampliação.”

Albuquerque disse que uma consultoria foi contratada para analisar todo o estado para dizer em quais praças há de fato a necessidade do pedágio privado. “Ninguém está fechando as portas para o pedágio privado”, afirmou.

Em http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidades/2012/06/rio-grande-do-sul-estatiza-rodovias

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Cliente da TAM leva R$ 52 mil por bagagem extraviada

Posted by iscariotes em 12 de junho de 2012

Fonte: blogs Estadão

12 de junho de 2012

José Gabriel Navarro

Bagagem extraviada rende indenização de R$ 52 mil. Essa é a decisão da 14ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo em favor da operadora de telemarketing Gislene de Fátima Machado Pires de Almeida, em processo contra a TAM Linhas Aéreas. A empresa foi condenada pela a pagar R$ 40 mil de indenização por danos materiais e mais R$ 12 mil por danos morais.

Toda a bagagem da passageira, que havia trabalhado durante dois anos na Europa, desapareceu quando ela chegou ao Brasil, em um voo da TAM. Em primeira instância, um juiz de São José dos Campos (SP) determinou que a indenização fosse de R$ 20 mil, considerando que Gislene não poderia ter gasto R$ 40 mil em compras fora do país, por causa da profissão dela. A cliente recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo (T-SP) apresentando notas fiscais do que havia adquirido.

“Isso fez diferença. O cliente tem de guardar notas fiscais e faturas do que foi comprado e solicitar à companhia aérea que seja feito um inventário do conteúdo das malas antes de despachá-las. Também deve, ao notar o extravio, comunicar imediatamente à empresa, com a fita que indica a origem e o peso da bagagem”, diz o advogado<HS1> de Gislene, Luiz Eduardo Pires Martins.

 Em http://blogs.estadao.com.br/advogado-de-defesa/cliente-da-tam-leva-r-52-mil/

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