Entulho

Distinguindo o trágico do supérfluo

Archive for março \15\UTC 2012

Fuel from microbes – another LS9 production

Posted by iscariotes em 15 de março de 2012

Fonte: nature.com

Many plants, insects and microbes naturally produce small quantities of alkanes and alkenes, the long-chain carbon and hydrogen molecules that are major components of diesel, petrol (gasoline) and jet fuel.

The biotechnology company LS9, based in South San Francisco, California, has now pinpointed the biochemical pathway bacteria use to do this – after receiving patents for the genes responsible, of course.

In a paper published today in Science (Science, 329, 559; 2010 doi:10.1126/science.1187936), they report that they expressed these genes in the bacterium Escherichia coli, fed it glucose, and showed that it directly secreted diesel-like fuel – a mixture of alkanes and alkenes with chain lengths from 13 to 17 carbon atoms. This is about what you need for diesel, though the company would have to do some more tweaking to generate the hydrocarbons used in petrol and jet fuel.
The pathway involves two cyanobacteria genes which code for enzymes that convert metabolites of fatty acids (which would normally be used to build cell membranes) into alkanes and alkenes.

The only other known pathway that allows engineered microbes to make pure hydrocarbons, works via a different biochemical route: the conversion of isoprenoid compounds, which are used to fine-tune cell membranes, into hydrocarbons with multiple double bonds. This pathway – favoured by other synthetic biofuels companies, such as Amyris – requires further chemical conversion outside the fermenter, whereas LS9’s process involves direct, one-step conversion of feedstock to fuel.

It’s LS9’s second biofuel tour de force this year: in January, the team showed (Nature, 468, 559-562; 2010 and Nature news article) that they could engineer E. coli to convert sugars or hemicellulose into biodiesel, which is clean and road-ready. The biodiesel consists of a non-hydrocarbon molecule: methyl esters. That project is further advanced, industrially, than the alkane/alkenes pathway that LS9 announce today.

Have LS9 found the only direct E.coli-to-alkane pathway that exists? “There are most likely other pathways in other organisms,” says the company’s Andreas Schirmer. Insects, for example, can use P450 enzymes to make alkanes, though no-one has yet published the genes involved in this pathway. Moreover, it will be hard to find pathways that can be transferred to an industrial organism like E. coli, Schirmer notes. So LS9 may have sown up the intellectual property rights on this one.

The big question for all of these microbial fuel efforts (whose competition is summarised by GreentechMedia) is whether the processes can be scaled up to produce large amounts of fuel, cheaply enough to compete with oil. So far, nobody knows.

“From a purely business perspective, LS9 is doing reasonably well,” says Mark Bünger, research director at business consultancy Lux Research in San Francisco. “They claim their costs [for biodiesel] are under $100 per barrel of oil equivalent today (still a bit high – crude sells for about $79); but they are hoping to produce at $50 per barrel by 2012,” he says. The company has won $25 million in new funding from various sources, including a strategic partnership with oil giant Chevron last September. They also purchased a bankrupt plant in Florida for $2 million in 2009, which they are now retrofitting in order to produce up to 100,000 gallons of biodiesel capacity in 2010.

Em http://blogs.nature.com/news/2010/07/fuel_from_microbes_another_ls9.html

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Como o Goldman Sachs ajudou a quebrar a Grécia

Posted by iscariotes em 10 de março de 2012

Fonte: Carta Maior

Eduardo Febbro – De Paris

Paris – Há empresas que roubam para o império para o qual trabalham. A Goldman Sachs é uma delas. O banco de negócios norteamericano encheu seus cofres com um botim de 600 milhões de euros (800 milhões de dólares) quando ajudou a Grécia a maquiar suas contas a fim de que este país preenchesse os requisitos para ingressar na zona do euro, a moeda única europeia.

A informação não é nova mas até agora se desconheciam os detalhes mais profundos do mecanismo pelo qual o Goldman Sachs enganou todos os governos europeus que participavam da criação da moeda única. O porta estandarte da oligarquia financeira operou protegido por sólidas cumplicidades no seio das instituições bancárias europeias e dentro do poder político, que fez tudo o que esteve ao seu alcance para impedir as investigações.

Dois dos protagonistas desta mega fraude falaram pela primeira vez sobre as transações encobertas mediante as quais Atenas escondeu o tamanho de sua dívida. Trata-se de Christoforos Sardelis, chefe do escritório de gestão da dívida grega entre 1999 e 2004, e de Spyros Papanicolaou, o homem que o substituiu-o até 2012.

O resultado da operação foi uma gigantesca fraude que fez do suposto salvador, no caso o Goldman Sachs, o operador da derrocada da Grécia e de boa parte da Europa. Levando-se em conta somente os bancos franceses, a aventura grega custou 7 bilhões de euros : o BNP Paribas perdeu 3,2 bilhões, o Crédit Agricole, 1,3 bilhões, a Société Générale, 892 milhões, o BPCE, 921 milhões e o Crédit Mutuel, 359 milhões. Esse foi o custo só para o sistema bancário francês : os povos pagaram e pagarão em sacrifícios e privações muito mais do que isso.

A operação financeira foi astuta. O Tratado de Maastricht, da União Europeia, fixava requisitos rígidos para integrar o euro : nenhum membro da zona euro podia ter uma dívida superior a 60% do PIB e os déficitis públicos não podiam superar os 3%. Em junho de 2000, para ocultar o peso gigantesco da dívida grega, que era de 103% de seu PIB e obter assim a qualificação da Grécia para entrar no euro, Goldman Sachs bolou um plano : transportou a dívida grega de uma moeda a outra.

A transação consistiu em mudar a dívida que estava cotizada em dólares e em yens para euros, mas com base em uma taxa de câmbio fictícia. Assim se reduziu o endividamento grego e, com isso, a Grécia respeitou os critérios fixados pelo Tratado de Maastricht para ingressar no euro. Um detalhe complicou a maquiagem: o Goldman Sachs estabeleceu um contrato com a Grécia mediante o qual dissimulou o acerto sob a forma do que se conhece como um SWAP, um contrato de câmbio para os fluxos financeiros que equivale a uma espécie de crédito.

Esse esquema fraudulento fez com que, na base dos chamados « produtos derivativos » implicados na operação, em apenas quatro anos a dívida que a Grécia contraiu com o Goldman Sachs passasse de 2,8 bilhões de euros para 5,1 bilhões. Dois jornalistas da agência Bloomberg, Nick Dunbar e Elisa Martinuzii, realizaram uma paciente investigação ao término da qual desnudaram este obscuro mecanismo.

Segundo explicou aos jornalistras o chefe do escritório de gestão da dívida grega entre 1999 e 2004, Christoforos Sardelis, neste momento a arquitetura da proposta do Goldman Sachs escapou de suas mãos. Logo em seguida, disse Sardelis, os atentados de 11 de setembro e uma má decisão dos bancos plantaram a semente do desastre atual. A conclusão da investigação é contundente : Grécia e Goldman Sachs hipotecaram o futuro do povo grego e acionaram uma bomba relógio que, 10 anos mais tarde, explodiria nas mãos da sociedade.

Em matéria de grandes fraudes organizados por bancos de investimento a impunidade é a regra. Ninguém foi nem será condenado. Christoforos Sardelis afirmou que « o acordo com o Goldman Sachs é uma história muito sexy dentre dois pecadores. O Goldman Sachs obteve apetitosos lucros nesta operação truculenta. No entanto, o banco de negócios norteamericano afirma em sua defesa que não fez nada de ilegal, que tudo o que foi realizado respeitava ao pé da letra as diretrizes do Eurostat, o organismo europeu de estatísticas.

O Eurostat, por sua vez, alega que só tomou conhecimento em 2010 dos níveis de endividamento grego. A defesa parece pobre porque as primeiras denúncias sobre a maquiagem das contas gregas e o papel desempenhado pelo Goldman Sachs datam de 2003.

Em um informe de 2004, o Eurostat escreveu : « falsificação generalizada dos dados sobre o déficit e a dívida por parte das autoridades gregas ». Graças à cumplicidade do organismo financeiro norteamericano e de várias instâncias e personalidades europeias, a Grécia pôde dissimular durante vários anos o « pacote » escondido de sua dívida. Em 2010, Jean Claude Trichet, então presidente do Banco Central Europeu (BCE), se negou a entregar os documentos requeridos para dar a conhecer a amplitude da verdade.

No meio a esta grande mentira, há um personagem que hoje é central : trata-se de Mario Draghi, o atual presidente do Banco Central Europeu e grande partidário de terminar de uma vez por todas com o modelo social europeu. Draghi é um homem do Goldman Sachs. Entre 2002 e 2005 foi vice-presidente do Goldman Sachs para a Europa e, por conseguinte, estava a par da falsificação de dados sobre as finanças públicas da Grécia. Foi o seu próprio banco que estruturou a falsificação.

O liberalismo premia muito bem seus soldados. Durante dois anos, o Banco Central Europeu e os lobbys políticos usaram todos os truques possíveis para proteger Draghi e não permitir que fossem realizadas auditorias em torno das irregularidades cometidas na Grécia. As comissões do Parlamento europeu designadas para investigar esta mega fraude se chocaram sistematicamente contra as redes que protegiam o segredo.

O desenlace final desta cumplicidade entre as oligarquias financeiras é conhecido por todos : quase um continente submerso na crise da dívida, a Grécia, estropiada e de joelhos, recessão, demissões massivas, perda de poder aquisitivo para os trabalhadores, reestruturações, sacrifícios dos benefícios sociais, planos de ajuste e miséria. Enquanto isso, os 600 milhões que o Goldman Sachs ganhou com esta fraude seguiram dando frutos na aposta suicida que o capital faz em benefício próprio contra a humanidade.

Em http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19731

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A visão europeia do mundo

Posted by iscariotes em 7 de março de 2012

Statement on the recent video clip released by DG Enlargement

We have received a lot of feedback on our latest video clip, including from people concerned about the message it was sending.

It was a viral clip targeting, through social networks and new media, a young audience (16-24) who understand the plots and themes of martial arts films and video games. The reactions of these target audiences to the clip have in fact been positive, as had those of the focus groups on whom the concept had been tested.

The clip featured typical characters for the martial arts genre: kung fu, capoeira and kalaripayattu masters; it started with demonstration of their skills and ended with all characters showing their mutual respect, concluding in a position of peace and harmony. The genre was chosen to attract young people and to raise their curiosity on an important EU policy.

The clip was absolutely not intended to be racist and we obviously regret that it has been perceived in this way. We apologise to anyone who may have felt offended. Given these controversies, we have decided to stop the campaign immediately and to withdraw the video.

Stefano Sannino, Director General of DG Enlargement

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O agronegócio

Posted by iscariotes em 5 de março de 2012

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