Entulho

Distinguindo o trágico do supérfluo

Archive for junho \29\UTC 2011

Por que o carro é mais barato na Argentina e no Chile?

Posted by iscariotes em 29 de junho de 2011

Fonte: Mundo em Movimento

28/6/2011

A ACARA, Associacion de Concessionários de Automotores De La Republica Argentina, divulgou no congresso dos distribuidores dos Estados Unidos (N.A.D.A), em São Francisco, em fevereiro deste ano, os valores comercializados do Corolla em três países:

No Brasil o carro custa US$ 37.636,00, na Argentina US$ 21.658,00 e nos EUA US$ 15.450,00.

Outro exemplo de causar revolta: o Jetta é vendido no México por R$ 32,5 mil. No Brasil esse carro custa R$ 65,7 mil.

Por que essa diferença? Vários dirigentes foram ouvidos com o objetivo de esclarecer o “fenômeno”. Alguns “explicaram”, mas não justificaram. Outros se negaram a falar do assunto.

Quer mais? O Gol I-Motion com airbags e ABS fabricado no Brasil é vendido no Chile por R$ 29 mil. Aqui custa R$ 46 mil.

O Corolla não é exceção. O Kia Soul, fabricado na Coréia, custa US$ 18 mil no Paraguai e US$ 33 mil no Brasil. Não há imposto que justifique tamanha diferença de preço. 

A Volkswagen não explica a diferença de preço entre os dois países. Solicitada pela reportagem, enviou o seguinte comunicado:

“As principais razões para a diferença de preços do veículo no Chile e no Brasil podem ser atribuídas à diferença tributária e tarifária entre os dois países e também à variação cambial”.

Questionada, a empresa enviou nova explicação:

“As condições relacionadas aos contratos de exportação são temas estratégicos e abordados exclusivamente entre as partes envolvidas”.

Nenhum dirigente contesta o fato de o carro brasileiro ser caro. Mas o assunto é tão evitado que até mesmo consultores independentes não arriscam a falar, como o nosso entrevistado, um ex-executivo de uma grande montadora, hoje sócio de uma consultoria, e que pediu para não ser identificado.

Ele explicou que no segmento B do mercado, onde estão os carros de entrada, Corsa, Palio, Fiesta, Gol, a margem de lucro não é tão grande, porque as fábricas ganham no volume de venda e na lealdade à marca. Mas nos segmentos superiores o lucro é bem maior.

O que faz a fábrica ter um lucro maior no Brasil do que no México, segundo consultor, é o fato do México ter um “mercado mais competitivo” (?).

Um dirigente da Honda, ouvido em off, responsabilizou o “drawback”, para explicar a diferença de preço do City vendido no Brasil e no México. O “drawback” é a devolução do imposto cobrado pelo Brasil na importação de peças e componentes importados para a produção do carro. Quando esse carro é exportado, o imposto que incidiu sobre esses componentes é devolvido, de forma que o “valor base” de exportação é menor do que o custo industrial, isto é: o City é exportado para o México por um valor menor do que os R$ 20,3 mil. Mas quanto é o valor dos impostos das peças importadas usadas no City feito em Sumaré? A fonte da Honda não responde, assim como outros dirigentes da indústria se negam a falar do assunto.

Mas quanto poderá ser o custo dos equipamentos importados no City? Com certeza é menor do que a diferença de preço entre o carro vendido no Brasil e no México (R$ 15 mil).

A conta não bate e as montadoras não ajudam a resolver a equação. Apesar da grande concorrência, nenhuma das montadoras ousa baixar os preços dos seus produtos. Uma vez estabelecido, ninguém quer abrir mão do apetitoso “Lucro Brasil”.

Ouvido pela AutoInforme, quando esteve em visita a Manaus, o presidente mundial da Honda, Takanobu Ito, respondeu que, retirando os impostos, o preço do carro no Brasil é mais caro que em outros países porque “aqui se pratica um preço mais próximo da realidade. Lá fora é mais sacrificado vender automóveis”.

Ele disse que o fator câmbio pesa na composição do preço do carro no Brasil, mas lembrou que o que conta é o valor percebido. “O que vale é o preço que o mercado paga”.

E porque o consumidor brasileiro paga mais do que os outros?

“Eu também queria entender – respondeu Takanobu Ito – a verdade é que o Brasil tem um custo de vida muito alto. Até os sanduíches do McDonalds aqui são os mais caros do mundo”.

“Se a moeda for o Big Mac – confirmou Sérgio Habib, que foi presidente da Citroën e hoje é importador da chinesa JAC – o custo de vida do brasileiro é o mais caro do mundo. O sanduíche custa US$ 3,60 lá e R$ 14,00 aqui”. Sérgio Habib investigou o mercado chinês durante um ano e meio à procura por uma marca que pudesse representar no Brasil. E descobriu que o governo chinês não dá subsídio à indústria automobilística; que o salário dos engenheiros e dos operários chineses não são menores do que os dos brasileiros.

“Tem muita coisa errada no Brasil – disse Habib, não é só o preço do carro que é caro. Um galpão na China custa R$ 400,00 o metro quadrado, no Brasil custa R$ 1,2 mil. O frete de Xangai e Pequim custa US$ 160,00 e de São Paulo a Salvador R$ 1,8 mil”.

Para o presidente da PSA Peugeot Citroën, Carlos Gomes, os preços dos carros no Brasil são determinados pela Fiat e pela Volkswagen. “As demais montadoras seguem o patamar traçado pelas líderes, donas dos maiores volumes de venda e referência do mercado”, disse.

Fazendo uma comparação grosseira, ele citou o mercado da moda, talvez o que mais dita preço e o que mais distorce a relação custo e preço:

“Me diga, por que a Louis Vuitton deveria baixar os preços das suas bolsas?”, questionou.

Ele se refere ao “valor percebido” pelo cliente. É isso que vale.

“O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

Amanhã a terceira e última parte da reportagem especial LUCRO BRASIL: “Quando um carro não tem concorrente direto, a montadora joga o preço lá pra cima. Se colar, colou”.

Em http://omundoemmovimento.blog.uol.com.br/arch2011-06-01_2011-06-30.html#2011_06-28_18_47_53-142809534-0

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Lucro Brasil faz o consumidor pagar o carro mais caro do mundo

Posted by iscariotes em 28 de junho de 2011

Fonte:  Mundo em Movimento

Joel Leite – 27/6/2011

O Brasil tem o carro mais caro do mundo. Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o “alto valor da mão de obra”, mas os fabricantes não revelam quanto os salários – e os benefícios sociais – representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.

A explicação dos fabricantes para vender no Brasil o carro mais caro do mundo é o chamado Custo Brasil, isto é, a alta carga tributária somada ao custo do capital, que onera a produção. Mas as histórias que você verá a seguir vão mostrar que o grande vilão dos preços é, sim, o Lucro Brasil. Em nenhum país do mundo onde a indústria automobilística tem um peso importante no PIB, o carro custa tão caro para o consumidor.

A indústria culpa também o que chama de Terceira Folha pelo aumento do custo de produção: gastos com funcionários, que deveriam ser papel do estado, mas que as empresas acabam tendo que assumir, como condução, assistência médica e outros benefícios trabalhistas.

Com um mercado interno de um milhão de unidades em 1978, as fábricas argumentavam que seria impossível produzir um carro barato. Era preciso aumentar a escala de produção para, assim, baratear os custos dos fornecedores e chegar a um preço final no nível dos demais países produtores.

Pois bem: o Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de veículos do mundo e como o quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades.

Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto? Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?

Segundo Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, “é verdade que a produção aumentou, mas agora ela está distribuída em mais de 20 empresas, de modo que a escala continua baixa”. Ele elegeu um novo patamar para que o volume possa propiciar uma redução do preço final: cinco milhões de carros.

A carga tributária caiu e o preço do carro subiu

O imposto, o eterno vilão, caiu nos últimos anos. Em 1997, o carro 1.0 pagava 26,2% de impostos, o carro com motor até 100cv recolhia 34,8% (gasolina) e 32,5% (álcool). Para motores mais potentes o imposto era de 36,9% para gasolina e 34,8% a álcool.

Hoje – com os critérios alterados – o carro 1.0 recolhe 27,1%, a faixa de 1.0 a 2.0 paga 30,4% para motor a gasolina e 29,2% para motor a álcool. E na faixa superior, acima de 2.0, o imposto é de 36,4% para carro a gasolina e 33,8% a álcool.

Quer dizer: o carro popular teve um acréscimo de 0,9 ponto percentual na carga tributária, enquanto nas demais categorias o imposto diminuiu: o carro médio a gasolina paga 4,4 pontos percentuais a menos. O imposto da versão álcool/flex caiu de 32,5% para 29,2%. No segmento de luxo, o imposto também caiu: 0,5 ponto no carro e gasolina (de 36.9% para 36,4%) e 1 ponto percentual no álcool/flex.

Enquanto a carga tributária total do País, conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, cresceu de 30,03% no ano 2000 para 35,04% em 2010, o imposto sobre veículo não acompanhou esse aumento.

Isso sem contar as ações do governo, que baixaram o IPI (retirou, no caso dos carros 1.0) durante a crise econômica. A política de incentivos durou de dezembro de 2008 a abril de 2010, reduzindo o preço do carro em mais de 5% sem que esse benefício fosse totalmente repassado para o consumidor.

As montadoras têm uma margem de lucro muito maior no Brasil do que em outros países. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes e que grande parte desse lucro vem da venda dos carros com aparência fora-de-estrada. Derivados de carros de passeio comuns, esses carros ganham uma maquiagem e um estilo aventureiro. Alguns têm suspensão elevada, pneus de uso misto, estribos laterais. Outros têm faróis de milha e, alguns, o estepe na traseira, o que confere uma aparência mais esportiva.

A margem de lucro é três vezes maior que em outros países

O Banco Morgan concluiu que esses carros são altamente lucrativos, têm uma margem muito maior do que a dos carros dos quais são derivados. Os técnicos da instituição calcularam que o custo de produção desses carros, como o CrossFox, da Volks, e o Palio Adventure, da Fiat, é 5 a 7% acima do custo de produção dos modelos dos quais derivam: Fox e Palio Weekend. Mas são vendidos por 10% a 15% a mais.

O Palio Adventure (que tem motor 1.8 e sistema locker), custa R$ 52,5 mil e a versão normal R$ 40,9 mil (motor 1.4), uma diferença de 28,5%. No caso do Doblò (que tem a mesma configuração), a versão Adventure custa 9,3% a mais.

O analista Adam Jonas, responsável pela pesquisa, concluiu que, no geral, a margem de lucro das montadoras no Brasil chega a ser três vezes maior que a de outros países.

O Honda City é um bom exemplo do que ocorre com o preço do carro no Brasil. Fabricado em Sumaré, no interior de São Paulo, ele é vendido no México por R$ 25,8 mil (versão LX). Neste preço está incluído o frete, de R$ 3,5 mil, e a margem de lucro da revenda, em torno de R$ 2 mil. Restam, portanto R$ 20,3 mil.

Adicionando os custos de impostos e distribuição aos R$ 20,3 mil, teremos R$ 16.413,32 de carga tributária (de 29,2%) e R$ 3.979,66 de margem de lucro das concessionárias (10%). A soma dá R$ 40.692,00. Considerando que nos R$ 20,3 mil faturados para o México a montadora já tem a sua margem de lucro, o “Lucro Brasil” (adicional) é de R$ 15.518,00: R$ 56.210,00 (preço vendido no Brasil) menos R$ 40.692,00.

Isso sem considerar que o carro que vai para o México tem mais equipamentos de série: freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é o mesmo: 1.5 de 116cv.

Será possível que a montadora tenha um lucro adicional de R$ 15,5 mil num carro desses? O que a Honda fala sobre isso? Nada. Consultada, a montadora apenas diz que a empresa “não fala sobre o assunto”.

Na Argentina, a versão básica, a LX com câmbio manual, airbag duplo e rodas de liga leve de 15 polegadas, custa a partir de US$ 20.100 (R$ 35.600), segundo o Auto Blog.

Já o Hyundai ix35 é vendido na Argentina com o nome de Novo Tucson 2011 por R$ 56 mil, 37% a menos do que o consumidor brasileiro paga por ele: R$ 88 mil.

Em http://omundoemmovimento.blog.uol.com.br/arch2011-06-01_2011-06-30.html#2011_06-27_18_42_25-142809534-0

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Copa 2014: Pesquisa comprova crescimento dos orçamentos

Posted by iscariotes em 28 de junho de 2011

Fonte: Contas Abertas

24/06/2011

José Cruz
Especial para o Contas Abertas

As previsões se confirmam: os valores das reformas e construções de estádios para a Copa 2014, divulgados na candidatura brasileira, em 2007, saltaram de R$ 2,1 bilhões para mais de R$ 7 bilhões, a três anos do megaevento.

A divulgação desses valores é oportuna porque nos reporta aos Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro, em 2007, quando se registraram gastos totais de R$ 3,4 bilhões, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU). O orçamento original para preparar o evento era em torno de R$ 450 milhões.

A evolução orçamentária para a Copa 2014 chama a atenção de um estudioso sobre o assunto, o consultor legislativo do Senado Federal, Alexandre Sidnei Guimarães, que redigiu um importante documento para a história do esporte em geral e da economia da Copa do Mundo no Brasil, em particular.

Especialista nas áreas de Esporte e Turismo, Alexandre também acompanha os deputados da Comissão de Esporte, na visita às cidades sedes para 2014. Até agora, cinco já foram visitadas: Manaus, Recife, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre.

A partir do material que coleciona, das entrevistas realizadas, pesquisas em diferentes sites oficiais sobre o assunto, o autor apresenta valores comparados, por exemplo, aos gastos realizados nas Copas da Coréia e Japão, em 2002, e projetados para a candidatura de Portugal e Espanha para as Copas de 2018 e 2022.

Atento principalmente às planilhas de execução orçamentárias, Alexandre lembra que as previsões de gastos com estádios tiveram um valor intermediário, em torno de R$ 4,3 bilhões. O dado foi divulgado dois meses depois de o Brasil conquistar o direito de receber o Mundial.

Ou seja, entre a candidatura brasileira, há quatro anos, e as obras em andamento, três estimativas de gastos já foram registradas.

O que houve?

“Menos de dois meses depois da candidatura, a estimativa total ficou acima de R$ 4,3 bilhões (cerca de US$ 2,5 bilhões, à época), porque o total se referia ao investimento em 17 estádios. Ou seja, estimativa com todas as cidades que concorriam à sede da Copa. Menos uma, Belo Horizonte, pois o governo não prevê os investimento nas obras do Mineirão”, explicou Alexandre.

Ele revela ainda que de janeiro ao início de junho de 2011, o investimento total já estava em cerca R$ 7 bilhões, segundo o TCU. Para Alexandre, é impossível saber de forma precisa se o superfaturamento foi subestimado.

Por que?

“Porque não há transparência total nos dados e estágios das obras nem nas tão proclamadas novas exigências pela Fifa. Quais são essas exigências e em quanto aumentam os custos”?

Em janeiro deste ano, o Ministério do Esporte divulgou documento sobre os impactos econômicos gerados pelo efeito Copa. A previsão governamental é de que os investimentos totais serão de R$ 24,5 bilhões, em projetos de mobilidade urbana, estádios, portos e aeroportos.

Somente com “estádios e entornos” a previsão governamental é de R$ 5,6 bilhões, sendo que os recursos têm as seguintes origens: R$ R$ 2,6 bilhões locais (prefeituras das 12 cidades sedes) e R$ 3 bilhões de financiamentos federais.

 Em http://contasabertas.uol.com.br/WebSite/Noticias/DetalheNoticias.aspx?Id=562

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Terras estão mais concentradas e improdutivas no Brasil

Posted by iscariotes em 24 de junho de 2011

Fonte: Brasil de Fato

22/6/2011

Igor Felippe Santos

Dados do cadastro de imóveis do Incra, levantados a partir da auto-declaração dos proprietários de terras, apontam que aumentou a concentração da terra e a improdutividade entre 2003 e 2010.

Atualmente, 130 mil proprietários de terras concentram 318 milhões de hectares. Em 2003, eram 112 mil proprietários com 215 milhões de hectares. Mais de 100 milhões de hectares passaram para o controle de latifundiários, que controlam em média mais de 2.400 hectares.

Os dados demonstram também que o registro de áreas improdutivas cresceu mais do que das áreas produtivas, o que aponta para a ampliação das áreas que descumprem a função social. O aumento do número de imóveis e de hectares são sinais de que mais proprietários entraram no cadastro no Incra.

Em 2003, eram 58 mil proprietário que controlavam 133 milhões de hectares improdutivos. Em 2010, são 69 mil proprietários com 228 milhões de hectares abaixo da produtividade média.

“Essas áreas podem ser desapropriadas e destinadas à Reforma Agrária”, afirma José Batista de Oliveira, da Coordenação Nacional do MST.

Os critérios para classificar a improdutividade dessas áreas estão na tabela vigente dos índices de produtividade, que tem como base o censo agropecuário de 1975.

O número de propriedades improdutivas aumentaria se fosse utilizado como parâmetro o censo agropecuário de 2006, que leva em consideração as novas técnicas de produção agrícola que possibilitam o aumento da produtividade.

“Há um amplo território em todas as regiões do país para a execução da reforma agrária com obtenção via desapropriação, sem ameaçar a ‘eficiência’ da grande exploração do agronegócio”, afirma Gerson Teixeira, ex-presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra) e integrante do núcleo agrário do PT.

 

Em http://www.brasildefato.com.br/node/6637

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Brasil tem carga tributária ‘leve’ para ricos, diz estudo

Posted by iscariotes em 21 de junho de 2011

Fonte: Uol

21/06/2011 – 07h53 

Um levantamento de uma associação internacional de consultorias indicou que o Brasil tem uma carga tributária considerada leve para as classes mais altas.

Segundo a rede UHY, com sede em Londres, um profissional que recebe até US$ 25 mil por ano – cerca de R$ 3.300 por mês – no Brasil leva, após o pagamento de imposto de renda e previdência, 84% do seu salário para casa.

Já os profissionais que recebem US$ 200 mil por ano – cerca de R$ 26.600 por mês – recebem no final cerca de 74% de seu pagamento.

Entre 20 países pesquisados pela UHY, essa diferença de cerca de 10 pontos percentuais é uma das menores.

Na Holanda, onde um profissional na faixa mais baixa recebe um valor líquido semelhante ao do Brasil após os impostos e encargos (84,3%), os mais ricos levam para casa menos de 55% do salário.

A lógica também se aplica a todos os países do G7, o grupo de países mais industrializados do mundo (EUA, Canadá, Japão, Grã-Bretanha, Alemanha, França e Itália).

Nos EUA, enquanto os mais ricos levam para casa 70% do salário, os profissionais na faixa dos US$ 25 mil anuais deixam apenas um décimo da renda para o governo e a previdência.

Tributação ‘esdrúxula’
O representante da UHY no Brasil, o superintendente da UHY Moreira Auditores, Paulo Moreira, disse que a pesquisa revela o caráter “esdrúxulo” da carga tributária brasileira.

Com grande parte dos impostos sendo coletada de forma indireta, a carga tributária brasileira total supera a tributação à pessoa física, e é estimada em 41%.

Como esses tributos circulam embutidos nas mercadorias e serviços consumidos pelos contribuintes, aplicam-se de forma igual a ricos e pobres, explica.

Para Moreira, entretanto, essa suposta “justiça” tributária é ilusória, porque as classes mais altas têm formas de evitar o pagamento de impostos sobre consumo fazendo compras no exterior ou recorrendo a outros artigos de consumo.

“Se o sujeito ganha R$ 3 mil, a renda dele tem de ser praticamente consumida em bens de consumo geral: sabonete, comida, arroz, roupas, gasolina, as coisas que são de grande consumo e que são taxadas com mais rigor”, explica o especialista.

“Quem tem uma renda alta passado um primeiro momento dos bens de consumo geral, ele passa a ter consumos mais sofisticados, questões menos taxadas, obras de artes, enfim, artigos de difícil controle na tributação.”

Outro fator que contribui para fazer do Brasil um país pouco “equânime”, segundo o porta-voz da UHY, no quesito tributário, é o teto aplicado à contribuição previdenciária.

O imposto de 11% do salário é aplicado somente até o valor de R$ 3.038,99, o que quer dizer que trabalhadores que ganham acima disso têm uma fatia maior do seu salário livre de descontos que os que ganham dentro da faixa.

Atração de mão-de-obra
Entretanto, como lembra o UHY, o imposto sobre a renda pessoal é um dos instrumentos utilizados pelos países, sobretudo emergentes, para atrair mão-de-obra qualificada.

Dubai e a Rússia, por exemplo, são os dois países com menor nível de tributação e não fazem nenhuma diferenciação entre a taxa aplicada sobre a renda dos profissionais em qualquer das duas faixas analisadas.

Enquanto um profissional na Rússia leva 87% do seu salário após os impostos e encargos – independentemente da faixa de salário -, Dubai tem alardeado seu regime de “imposto zero” como um dos maiores atrativos de se trabalhar no emirado.

As primeiras posições entre os países com carga tributária mais leve para as classes privilegiadas são todas ocupadas por emergentes, como Egito, Estônia, Brasil e México.

Além disso, todos os países emergentes da pesquisa diferenciam relativamente pouco entre profissionais de renda alta e mais baixa.

“As companhias olham para o nível de tributação sobre a pessoa física para decidir onde investir”, disse o sócio da UHY Hacker Young, o britânico Mark Giddens.

“Se a taxação for muito alta, elas podem ter dificuldades em atrair talentos.”

Paulo Moreira diz que o Brasil não é exceção a esta regra, e que a tributação leve para as classes mais altas é “um fator favorável na atração do talento”.

“Essa é uma escolha dura: ou se facilita a vida dos menos qualificados (que ganham menos) ou a vida dos mais qualificados”, raciocina.

“O argumento é que mais qualificados trarão tecnologia e conhecimento, e que tecnologia e esse conhecimento, por sua vez, trarão condições de melhorar também os menos qualificados.”

Em http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2011/06/21/brasil-tem-carga-tributaria-leve-para-ricos-diz-estudo.jhtm

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1815 – Nathan Rothschild dá ‘Golpe da Bolsa de Londres’

Posted by iscariotes em 20 de junho de 2011

Fonte: Opera Mundi

20/06/2011 – 08:00 | Max Altman | São Paulo

Nathan Rothschild

Nathan Rothschild, membro da poderosíssima família de banqueiros, monta em 20 de junho de 1815 aquele que se tornou conhecido como o “Golpe da Bolsa de Londres”. A operação lhe permitiu apoderar-se do mercado de capitais e mesmo do Bank of England, nas vésperas da conclusão da batalha de Waterloo, que opôs o general britânico Duque de Wellington a Napoleão Bonaparte.

Rothschild, valendo-se de informações privilegiadas enviadas por seu espião em Waterloo, soube antes de todos – antes mesmo do próprio Wellington – que a Inglaterra havia vencido aquela batalha. A bolsa de Londres estava numa expectativa terrível, aguardado o resultado da batalha. Se a França ganhasse, os papéis despencariam abruptamente. Se a Inglaterra vencesse subiriam à estratosfera.

Rothschild, no entanto, deu instruções a seus agentes para divulgar que a batalha tinha sido perdida. Correu para a bolsa com um ar triste e abatido. Todos o seguiam com o olhar. Subitamente, ele começou a vender. A interpretação só poderia ser uma: Napoleão ganhara.  Em poucos minutos, todos vendiam freneticamente. Os preços caíram em flecha.

Entrementes, agentes dissimulados de Rothschild começaram a comprar os títulos por uma fração mínima do seu valor real. Em questão de horas, Nathan Rothschild passou a dominar a Bolsa de Londres e, como se veio a saber, o próprio Banco da Inglaterra.
 
O banqueiro gabou-se mais tarde mais tarde de ter, nos 17 anos que passou na Inglaterra, multiplicado as 20 mil libras que recebera do pai por 2500 vezes. Os Rothschild tornaram-se incrivelmente ricos. Em meados do século 19 dominavam o sistema bancário europeu e constituíam de longe a família mais abastada do mundo.

Rothschild teve cinco filhos. Treinou todos eles nos meandros das finanças e enviou cada um para lugar estratégico distinto, a fim de abrir filiais do negócio bancário da família.

O seu primogênito, Ancho Mayer, ficou em Frankfurt, para suceder ao pai. O segundo filho, Solomon, foi enviado a Viena. O terceiro, Nathan, claramente o mais esperto, foi mandado para Londres. O quarto filho, Carl, foi para Nápoles, e o quinto, Jacob, para Paris.
 
Os Rothschild passaram a manter estreito relacionamento com o príncipe Guilherme de Áustria, o nobre mais rico da Europa. Quando Napoleão o forçou ao exílio, entregou 550 mil libras, uma soma vultosa, a Nathan Rothschild em Londres com instruções de comprar títulos do Tesouro inglês.
 
Com Napoleão pondo e dispondo na Europa, as oportunidades de negócios em tempo de guerra eram enormes. Guilherme regressou à Áustria pouco antes da Batalha de Waterloo. Convocou Rothschild e exigiu seu dinheiro de volta. Os Rothschild devolveram o montante, acrescido dos juros que teriam rendido se empregasse em títulos do Tesouro. Contudo, ficaram com o extraordinário ágio que auferiram com o uso do dinheiro do príncipe.
 
Por volta de 1850, James Rothschild, o herdeiro do ramo francês da família, tinha um ativo de 600 milhões de francos franceses, 150 milhões mais que todos os outros banqueiros franceses somados.

Calculava-se que no final do século, a família Rothschild controlava metade da riqueza do mundo. Depois, paulatinamente, sobreveio a decadência.

Em http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticia/HOJE+NA+HISTORIA+1815++NATHAN+ROTHSCHILD+DA+GOLPE+DA+BOLSA+DE+LONDRES_12863.shtml

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Apoio fiscal à celulose “zerou” a produção de alimentos

Posted by iscariotes em 19 de junho de 2011

Fonte:  Radioagência NP

Domingo, 19 de junho de 2011

Nascida de uma fusão entre a Aracruz Celulose e a Votorantim Celulose e Papel, a Fibria se transformou em uma gigante do ramo e hoje possui uma plantação de eucalipto que ocupa, somente na microrregião de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, mais de 300 mil hectares de terras. A transação que deu origem à Fibria contou com um financiamento de quase R$ 2,5 bilhões do Banco nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com o projeto de expansão da empresa, e a instalação de outras companhias que ocorrerá a partir de 2014, metade da celulose produzida no Brasil sairá da região. O geógrafo Mieceslau Kudlavicz analisou os impactos dessa atividade em sua dissertação de mestrado (Dinâmica Agrária e Territorialização do Complexo Celulose/Papel na Microrregião de Três Lagoas), apresentada na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Entre as surpreendentes constatações, Kudlavicz observou que as lavouras de feijão, milho e arroz praticamente desapareceram. Em entrevista à Radioagência NP, o geógrafo – que é agente da Comissão Pastoral da Terra (CPT) – explica como o monocultivo do eucalipto desarticula as comunidades rurais, contanto sempre com a generosidade dos governantes que concedem isenções fiscais milionárias.

Radioagência NP: Mieceslau, quais os principais impactos da produção de celulose em Três Lagoas?

Mieceslau Kudlavicz: Há uma grande velocidade na expansão dos monocultivos. Com isso, está ocorrendo um grande desemprego nas fazendas. Por outro lado, temos a desarticulação das comunidades rurais. O comércio local está sofrendo um impacto muito grande porque quem aquecia a economia eram principalmente os empregados, os peões das fazendas. As escolas estão diminuindo o número de alunos em sala de aula. Além disso, está ocorrendo um inchaço da cidade de Sete Lagoas, porque boa parte dessas famílias está vindo para a periferia da cidade.

Radioagência NP: De que maneira essa atividade interfere na agricultura?

MK: De 2004 até 2011, tivemos uma redução de 30% da pecuária. A produção de leite ficou reduzida em praticamente 50%, segundo dados do IBGE. Tivemos uma redução praticamente a zero de toda e qualquer lavoura temporária, como feijão, milho, arroz e outros produtos. Então, há uma grande reorganização do uso e da função do espaço agrário aqui dessa região.

Radioagência NP: Os prejuízos ambientais já foram avaliados?

MK: Além do eucalipto, não tem nenhuma outra vegetação. Assim, reduz também o número de outros seres vivos que tinham seu habitat no cerrado. Há o uso excessivo de agrotóxicos, que provocou a contaminação do solo e pode também contaminar o lençol freático. Tem uma área que há mais de 40 anos é cultivada com eucaliptos e há denúncias dos camponeses de que nascentes que existiam nessa região não existem mais e as lagoas secaram. Haverá necessidade de pesquisas que monitorem esse processo de expansão, com relação inclusive a novas doenças que podem ocorrer porque os insetos que tinham seus hospedeiros no cerrado, nas matas, hoje não têm. Eles foram expulsos pelo eucalipto.

Radioagência NP: As empresas recebem incentivos públicos?

MK: Elas recebem um grande incentivo, que é a isenção quase a zero dos impostos. Além da isenção municipal, que é a do ISS [Imposto Sobre Serviços], de 10 a 15 anos. Na isenção de impostos estaduais, como o ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], há uma isenção de quase 90%, por 15 anos.

Radioagência NP: Com essas isenções, qual valor deixou de ser arrecado?

MK: Só na construção da Votorantim, atual Fibria, a isenção do ISS custou R$ 50 milhões, no mínimo, que deixaram de entrar nos cofres públicos. E aí, basta fazer o cálculo: se a Fibria diz que hoje está produzindo mais de 1 milhão de toneladas de celulose, e o produto custa em torno de US$ 900 a tonelada, quer dizer que ela tem um faturamento de mais de US$ 1 bilhão por ano. Se considerarmos que em cima desse valor deveria incidir 17% de ICMS , e se ela tem redução de 90%, há um valor muito grande que deixa de entrar nos cofres públicos.

Radioagência NP: Por que os governantes concedem incentivos, já que o eucalipto provoca tantos impactos negativos, como você relatou?

MK: É a tal da guerra fiscal. Os estados querem atrair indústrias para dizer que estão gerando emprego e aí não importa o que significa isso para a população. O que importa é que se dê visibilidade à atuação do governante, que está trazendo emprego, desenvolvimento, progresso. E que isso, no futuro, lhe renda votos.

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo

Em http://www.radioagencianp.com.br/9876-apoio-fiscal-a-celulose-zerou-a%20producao-de-alimentos-no-ms

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O berço da religião

Posted by iscariotes em 19 de junho de 2011

Fonte: National Geographic

Pensávamos que a agricultura fosse a mãe das cidades, da escrita e da arte. Agora o templo mais antigo do mundo sugere que a civilização nasceu do impulso da devoção.

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Toxin from GM crops found in human blood: Study

Posted by iscariotes em 17 de junho de 2011

Fonte: India Today

Fonte: India Today

Dinesh C. Sharma  | New Delhi, May 11, 2011

Fresh doubts have arisen about the safety of genetically modified crops, with a new study reporting presence of Bt toxin, used widely in GM crops, in human blood for the first time.

Genetically modified crops include genes extracted from bacteria to make them resistant to pest attacks.

These genes make crops toxic to pests but are claimed to pose no danger to the environment and human health. Genetically modified brinjal, whose commercial release was stopped a year ago, has a toxin derived from a soil bacterium called Bacillus thuringiensis ( Bt).

Till now, scientists and multinational corporations promoting GM crops have maintained that Bt toxin poses no danger to human health as the protein breaks down in the human gut. But the presence of this toxin in human blood shows that this does not happen.

Scientists from the University of Sherbrooke, Canada, have detected the insecticidal protein, Cry1Ab, circulating in the blood of pregnant as well as non-pregnant women.

They have also detected the toxin in fetal blood, implying it could pass on to the next generation. The research paper has been peer-reviewed and accepted for publication in the journal Reproductive Toxicology. The study covered 30 pregnant women and 39 women who had come for tubectomy at the Centre Hospitalier Universitaire de Sherbrooke (CHUS) in Quebec.

None of them had worked or lived with a spouse working in contact with pesticides.

They were all consuming typical Canadian diet that included GM foods such as soybeans, corn and potatoes. Blood samples were taken before delivery for pregnant women and at tubal ligation for non-pregnant women. Umbilical cord blood sampling was done after birth.

Cry1Ab toxin was detected in 93 per cent and 80 per cent of maternal and fetal blood samples, respectively and in 69 per cent of tested blood samples from non-pregnant women. Earlier studies had found trace amounts of the Cry1Ab toxin in gastrointestinal contents of livestock fed on GM corn. This gave rise to fears that the toxins may not be effectively eliminated in humans and there may be a high risk of exposure through consumption of contaminated meat.

“Generated data will help regulatory agencies responsible for the protection of human health to make better decisions”, noted researchers Aziz Aris and Samuel Leblanc.

Given the potential toxicity of these environmental pollutants and the fragility of the foetus, more studies are needed, particularly those using the placental transfer approach, they added Experts have warned of serious implications for India. Cottonseed oil is made from seeds of genetically modified cotton and thus Bt toxin may have already entered the food chain in India.

“Indian regulators should be immediately called for detailed toxicological studies to know the extent of contamination of the human blood with Bt toxins coming from cottonseed oil, and also ascertain its long term health impacts,” said Devinder Sharma, an anti-GM activist.

Em http://indiatoday.intoday.in/site/story/toxin-from-gm-crops-found-in-human-blood/1/137728.html

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FDA finally admits chicken meat contains cancer-causing arsenic (but keep eating it, yo!)

Posted by iscariotes em 10 de junho de 2011

Fonte: Natural News

After years of sweeping the issue under the rug and hoping no one would notice, the FDA has now finally admitted that chicken meat sold in the USA contains arsenic, a cancer-causing toxic chemical that’s fatal in high doses. But the real story is where this arsenic comes from: It’s added to the chicken feed on purpose!

Even worse, the FDA says its own research shows that the arsenic added to the chicken feed ends up in the chicken meat where it is consumed by humans. So for the last sixty years, American consumers who eat conventional chicken have been swallowing arsenic, a known cancer-causing chemical.

Until this new study, both the poultry industry and the FDA denied that arsenic fed to chickens ended up in their meat. The fairytale excuse story we’ve all been fed for sixty years is that “the arsenic is excreted in the chicken feces.” There’s no scientific basis for making such a claim… it’s just what the poultry industry wanted everybody to believe.

But now the evidence is so undeniable that the manufacturer of the chicken feed product known as Roxarsone has decided to pull the product off the shelves (http://www.grist.org/food-safety/20…). And what’s the name of this manufacturer that has been putting arsenic in the chicken feed for all these years? Pfizer, of course — the very same company that makes vaccines containing chemical adjuvants that are injected into children.

Technically, the company making the Roxarsone chicken feed is a subsidiary of Pfizer, called Alpharma LLC. Even though Alpharma now has agreed to pull this toxic feed chemical off the shelves in the United States, it says it won’t necessarily remove it from feed products in other countries unless it is forced by regulators to do so. As reported by AP:

“Scott Brown of Pfizer Animal Health’s Veterinary Medicine Research and Development division said the company also sells the ingredient in about a dozen other countries. He said Pfizer is reaching out to regulatory authorities in those countries and will decide whether to sell it on an individual basis.” (http://www.usatoday.com/money/indus…)

Arsenic? Eat more!
But even as its arsenic-containing product is pulled off the shelves, the FDA continues its campaign of denial, claiming arsenic in chickens is at such a low level that it’s still safe to eat. This is even as the FDA says arsenic is a carcinogen, meaning it increases the risk of cancer.

The National Chicken Council agrees with the FDA. In a statement issued in response to the news that Roxarsone would be pulled from feed store shelves, it stated, “Chicken is safe to eat” even while admitting arsenic was used in many flocks grown and sold as chicken meat in the United States.

What’s astonishing about all this is that the FDA tells consumers it’s safe to eat cancer-causing arsenic but it’s dangerous to drink elderberry juice! The FDA recently conducted an armed raid in an elderberry juice manufacturer, accusing it of the “crime” of selling “unapproved drugs.” (http://www.naturalnews.com/032631_e…) Which drugs would those be? The elderberry juice, explains the FDA. You see, the elderberry juice magically becomes a “drug” if you tell people how it can help support good health.

The FDA has also gone after dozens of other companies for selling natural herbal products or nutritional products that enhance and support health. Plus, it’s waging a war on raw milk which it says is dangerous. So now in America, we have a food and drug regulatory agency that says it’s okay to eat arsenic, but dangerous to drink elderberry juice or raw milk.

Eat more poison, in other words, but don’t consume any healing foods. That’s the FDA, killing off Americans one meal at a time while protecting the profits of the very companies that are poisoning us with their deadly ingredients.

Oh, by the way, here’s another sweet little disturbing fact you probably didn’t know about hamburgers and conventional beef: Chicken litter containing arsenic is fed to cows in factory beef operations. So the arsenic that’s pooped out by the chickens gets consumed and concentrated in the tissues of cows, which is then ground into hamburger to be consumed by the clueless masses who don’t even know they’re eating second-hand chicken sh*t. (http://www.naturalnews.com/027414_c…)

Em http://www.naturalnews.com/032659_arsenic_chicken.html

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